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Baldr e o visco

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334 palavras

Baldr, filho de Odin e de Frigg, é o deus que todos amam, e a morte dele é, na Edda em prosa de Snorri Sturluson, a maior desgraça já ocorrida entre deuses e homens. O relato, do século XIII, vem da Gylfaginning.

Para proteger o filho, Frigg arranca juramento de todas as coisas: nenhuma arma nem árvore o machucaria. Os deuses passam a se divertir atirando coisas em Baldr, que não sofre nenhum ferimento. Isso irrita Loki. Disfarçado de mulher, ele vai a Frigg, que conta ter deixado de fora um pequeno arbusto a oeste de Valhala, o visco, que lhe pareceu jovem demais para jurar.

Loki arranca o visco e procura Höðr, o deus cego, que estava à margem do círculo porque não via onde Baldr estava e não tinha arma. Loki lhe dá o ramo e guia a mão dele. Baldr cai morto. Os deuses ficam mudos de horror, e como estavam num lugar de paz sagrada, ninguém pode vingar ali.

Hermóðr, o Ágil, cavalga nove noites até Hel, que reina entre os mortos, e encontra Baldr sentado no lugar de honra. Hel diz que ele volta se todas as coisas, vivas e mortas, chorarem por ele. Todas choram, até as pedras e os metais. Mas numa gruta uma giganta chamada Thökk diz que chorará só com lágrimas secas. Snorri escreve que em geral se acredita que era Loki.

Nanna, mulher de Baldr, morre de tristeza quando vê o corpo levado ao navio e é queimada com ele na pira.

Há versões. Na Edda poética, a morte aparece só em alusões: na Völuspá, a vidente vê o visco, o disparo de Höðr e o nascimento de um irmão de Baldr, que com uma noite de vida avança contra o matador (outras fontes o chamam de Váli). Ali, depois do fim do mundo, Baldr e Höðr voltam. Já Saxo Gramático, na Gesta Danorum, escrita por volta de 1200, conta uma versão de feição histórica, em que Balderus é filho de Odin e semideus.

Veja também: Loki, o que traz o perigo e a saída; Odin e o hidromel da poesia; O Ragnarök; Fenrir e o laço Gleipnir.

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