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Frey e Gerd

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328 palavras

O capítulo 38 de Gylfaginning, na Edda em prosa de Snorri (tradução de Anderson), apresenta a história de Gerd. Ela é filha de Gymir e de Orboda, que pertencia à linhagem dos gigantes da montanha. Gerd é apontada como a mais bela das mulheres. Um dia, Frey entrou no assento sagrado Hlidskjalf. Ele olhou para todos os mundos. Ao norte, Frey viu uma casa grande e bela. Uma mulher ergueu as mãos para abrir a porta da morada. O movimento fez brilhar o céu e o mar e iluminou o mundo.

Snorri diz que a tristeza de Frey foi castigo pela ousadia de sentar naquele assento sagrado. O deus foi embora tomado por grande tristeza. Em casa, ele não falava, não dormia e não bebia. Ninguém ousava conversar com ele. Njord mandou chamar Skirner, servo de Frey. Ele desejava saber com quem Frey estava irritado. O deus respondeu que viu uma mulher bela e que não conseguia viver sem ela. Frey mandou o servo pedir a mão da jovem, com ou sem o consentimento do pai.

Skirner pediu a espada mágica de Frey para executar o plano. Aquela arma lutava sozinha em combate. Frey entregou a espada ao servo. Skirner viajou até a jovem e cortejou Gerd. A donzela prometeu ir à ilha de Bar nove noites depois para se casar com o deus. Frey lamentou a demora com as palavras: "Longa é uma noite, longas são duas, como suportarei três? Um mês me pareceu menos que esta meia noite de amor."

Snorri explica que por isso Frey estava sem a sua espada quando lutou com Beli e o matou com um chifre de veado. Snorri diz que Frey sentirá a falta da espada no Ragnarök, quando os filhos de Muspel saírem para a luta. Nessa passagem, Snorri cita a estrofe 42 do poema Skírnismál, chamado Viagem de Skirner, na Edda poética. Esse poema é outra fonte antiga com versão e relato próprios, que este verbete não resume.

Veja também: Freya, a das lágrimas de ouro; O Ragnarök; Loki, o que traz o perigo e a saída.

Para conferir