Como o acervo chegou aqui
O portal antigo tem 10.754 arquivos HTML. Cada um recebeu um destino declarado. Destino não é aprovação: só significa que nenhum arquivo sumiu sem registro.
O que virou leitura
- 2.173 publicadas
- 233 em revisão
- 487 no arquivo histórico
- 414 com autoria declarada na fonte
A busca só enxerga as publicadas. As 233 em revisão continuam legíveis pelo endereço direto e ficam fora do índice.
Por que uma página fica em revisão
- 281
- categoria marcada para revisão editorial na análise
- 205
- endereço de e-mail no corpo, a conferir antes de reindexar
- 174
- mais de 20 links no corpo, possível índice
- 160
- rubrica ainda sem classificação editorial aprovada
- 106
- conteúdo encontrado fora da camada /p/, nunca passou por conferência editorial
- 78
- idade de menor junto de contato pessoal, republicação bloqueada
- 20
- menos de 100 caracteres de texto
- 19
- texto normalizado idêntico ao de outro item
- 12
- caractere de codificação sem prova nos bytes da fonte
- 11
- corpo remontado do arquivo original porque a restauração trouxe só um trecho
- 1
- corpo vazio na restauração
Uma página pode aparecer em mais de um motivo. Nenhum desses casos foi resolvido por adivinhação: quando a evidência não fecha, a página espera.
Codificação: o que foi consertado e como se confere
Os arquivos antigos são CP1252, e a restauração os leu como ISO-8859-1. Nessa troca, a pontuação tipográfica (aspas curvas, travessões, reticências) virou caractere de controle.
O importador só troca um desses caracteres quando encontra, nos bytes do arquivo original, a vizinhança exata do texto. Foram 893 trocas com prova, em 142 páginas. Outras 22 ocorrências ficaram como estavam, por falta de prova, e marcam a página para revisão.
Cada troca fica registrada com o hash do arquivo de origem e um diff linha a linha, em
data/build/encoding-fixes.jsonl. Nenhuma palavra foi reescrita: erro de escrita
da fonte continua como está.
Onde foi parar cada arquivo
- 2.893
- arquivos originais que deram origem a essas páginas
- 2.787
- páginas /p/ da restauração, convertidas para este site
- 1.575
- registros de mural, chat e fórum
- 1.321
- envoltório de um texto que já está no site
- 993
- arquivos idênticos byte a byte a outro já contado
- 366
- galeria de papéis de parede
- 357
- páginas de outro contexto editorial no mesmo endereço
- 306
- página de formulário ou navegação, em revisão
- 61
- mesmo texto de outra página, com links ou mídia diferentes
- 47
- texto curto ainda sem destino definido
- 29
- índices de navegação do portal antigo
- 9
- páginas de moldura e frame
- 6
- equivalente a outra página, aguardando conferência visual
- 3
- índices criados pela restauração, substituídos pelas seções daqui
- 1
- página de erro do portal antigo
5.074 arquivos não foram convertidos para este formato e recebem preservação histórica no corte de domínio, que é executado fora deste site. Destes, 0 ainda não têm regra de destino e aparecem como pendência explícita, em vez de serem tratados como descartáveis.
Texto que a restauração tinha perdido
A camada anterior extraía o corpo com um seletor que, em algumas páginas, pegou só um pedaço: uma mensagem inteira de Natal virou 48 caracteres. Onde a perda é mensurável, o corpo é remontado do arquivo original.
A remontagem não adivinha o que é conteúdo: ela remove o que se prova ser moldura, e a prova é frequência. Um trecho que aparece igual em dezenas de arquivos diferentes é menu ou rodapé; um trecho que aparece em um só é a página. Essas páginas ficam em revisão: recuperar o texto não é o mesmo que aprovar a página.
Fora da camada convertida havia mais arquivos com texto próprio, classificados por uma revisão independente. Eles entraram aqui como páginas legíveis, sempre em revisão, em vez de continuarem como uma linha numa tabela.
Dado pessoal não volta a circular sozinho
O mural, o chat e algumas páginas de canal trazem endereço de contato, e parte deles traz também idade de menor de idade. Esses arquivos estão preservados com os bytes originais e o texto continua no banco, mas a página pública retém o corpo até alguém revisar o que pode voltar a circular. A procedência continua visível; o contato, não.
As URLs do portal antigo
Cada endereço antigo tem uma decisão registrada, com a prova. Quando existe equivalente comprovado, por ser a origem do texto ou por ter bytes idênticos a ela, o endereço redireciona para a leitura. Quando não existe, ele abre a ficha daquele arquivo, com caminho e hash, e não a home.
Nenhum HTML de 1998 é servido ou executado pelo site novo. A ficha é gerada a partir do registro, não do arquivo.
Limites conhecidos
- A cópia de análise é textual. Fotografias, áudios e animações do acervo não estão neste projeto: o site aponta para elas e existe um manifesto para a cópia ao armazenamento novo. Nenhuma dimensão, formato ou integridade de binário foi verificada aqui.
- Datas de modificação de arquivo recuperado não são data de publicação. Por isso nenhuma leitura mostra data: o campo ficaria errado, e um campo errado é pior que um campo vazio.
- A autoria aparece como a fonte declara. Não foi inferida por seção, por vizinhança de menu nem por semelhança de texto.
- Texto repetido em duas páginas não foi fundido. As páginas ficam ligadas entre si e vão para revisão, porque hash igual não prova que são a mesma obra.
-
As páginas em
/p/mantêm o endereço que já tinham. Os redirecionamentos das URLs antigas são individuais e só existem onde há prova de equivalência; o resto abre a ficha do próprio arquivo. - Nenhuma página aqui foi aprovada por conferência editorial humana. O que separa publicado de revisão é evidência técnica: procedência, codificação, privacidade, repetição e classificação de origem. Aprovação de conteúdo é outro passo.