Iduna e as maçãs dos deuses
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No vigésimo sexto capítulo de Gylfaginning, na Edda em prosa de Snorri, Iduna é a esposa de Brage. Ela guarda em uma caixa as maçãs dos deuses. As divindades comem essas maçãs quando envelhecem. Elas rejuvenescem com essa comida. Esse fato continuará até o Ragnarök.
No segundo capítulo de Bragaroedur, ou Brage's Talk, Bragi relata uma história a Ægir. Odin, Loke e Honer andavam por montanhas e charnecas sem achar comida. Em um vale, eles pegaram um boi para cozinhar. O caldo não cozinhava após repetidas tentativas. Uma grande águia em um carvalho disse que impedia o cozimento. A ave pediu sua parte do boi para permitir o preparo. Os deuses concordaram.
A águia pegou logo as duas coxas e pernas dianteiras do boi. Loke se irritou e bateu no animal com uma grande vara. Uma ponta grudou na ave e a outra nas mãos dele. A águia voou baixo e arrastou os pés de Loke em pedras, rochas e árvores. Ele achou que os braços se arrancariam dos ombros. Loke pediu paz e jurou tirar Iduna e as maçãs de Asgard. Ele foi solto.
No prazo combinado, Loke atraiu Iduna para fora de Asgard até uma floresta. Ele disse que achara maçãs muito boas. Ele pediu que ela levasse as suas para comparar. O gigante Thjasse tomou a forma de águia e levou Iduna para Thrymheim. Os deuses ficaram velhos e de cabelos grisalhos. Eles se reuniram em conselho e prenderam Loke sob ameaça de morte ou tortura.
Assustado, Loke aceitou resgatar Iduna se Freyja lhe emprestasse a plumagem de falcão. Ele voou a Jotunheim e encontrou Iduna sozinha. Loke a transformou em noz e voou com força. Thjasse virou águia e iniciou a perseguição. Nos muros de Asgard, os deuses acenderam fogo em aparas de madeira. Ao perder o falcão de vista, a águia não conseguiu parar o voo, e as penas dela pegaram fogo. Os deuses a mataram dentro dos portões. Essa matança é famosa. O relato continua com Skadi em outro verbete.
Veja também: Loki, o que traz o perigo e a saída; Skadi, a que escolheu pelos pés; Freya, a das lágrimas de ouro; Odin e o hidromel da poesia.
Para conferir
- Snorri Sturluson, Edda em prosa (The Younger Edda), tradução inglesa de Rasmus B. Anderson, 1879, Projeto Gutenberg, Gylfaginning, capítulo 26, e Brage's Talk, capítulo II dessa edição: Iduna e as maçãs que rejuvenescem os deuses, Odin, Loke e Honer, o boi que não cozinha, a águia, a vara, o juramento de Loke, Iduna levada por Thjasse a Thrymheim, os deuses grisalhos, a plumagem de falcão de Freyja, Iduna feita noz, a águia queimada nos muros de Asgard e a morte de Thjasse. A grafia dos nomes foi adaptada ao português.







