Alceste e Admeto
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Segundo a narrativa da Biblioteca de Apolodoro, Admeto reinava em Feras. O deus Apolo serviu a Admeto como servo. Nessa época, Admeto cortejava Alceste, filha de Pélias. Pélias oferecera a filha a quem atrelasse um leão e um javali a um carro. Apolo atrelou os animais e os deu a Admeto. O governante levou os animais a Pélias e assim obteve Alceste.
No casamento, Admeto realizou um sacrifício. Ele esqueceu de sacrificar a Ártemis. Por isso, ao abrir a câmara nupcial, achou o local cheio de cobras enroscadas. Apolo mandou que o rei aplacasse a deusa. O deus também conseguiu um favor das Moiras. Admeto seria libertado da morte se alguém escolhesse morrer por ele voluntariamente.
O dia da morte de Admeto chegou. Nem o pai nem a mãe dele quiseram morrer por ele. Alceste morreu em seu lugar. A Biblioteca de Apolodoro apresenta duas versões sobre o retorno de Alceste. Na primeira versão, a Donzela Perséfone mandou Alceste de volta. Na outra versão, Héracles lutou com Hades e a trouxe de volta a Admeto.
Platão também aborda o episódio no diálogo Banquete, na passagem 179d, na fala de Fedro. Nesse texto, Alceste surge como exemplo de quem teve coragem de morrer por amor. Esse comportamento é apresentado em contraste com Orfeu.
Veja também: Orfeu e Eurídice nas fontes; Perséfone, a que volta na primavera; Apolo, a luz e a medida; Ártemis, a irmã do arco.
Para conferir
- Apolodoro, Biblioteca, livro I, 9.15, tradução inglesa de J. G. Frazer: Admeto em Feras e Apolo servo, Alceste e a prova do leão e do javali, o sacrifício esquecido a Ártemis e as cobras, o favor das Moiras, a recusa dos pais, a morte de Alceste no lugar dele e as duas versões do retorno (a Donzela ou Héracles contra Hades).
- Verbete Orpheus, Wikipedia, com a passagem do Banquete de Platão, 179d (fala de Fedro): Alceste como exemplo de quem teve coragem de morrer por amor, em contraste com Orfeu. Resumo moderno, não conferido no texto de Platão.







