Ártemis, a irmã do arco
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Ártemis nasceu antes do irmão gêmeo Apolo e, segundo Apolodoro, ajudou a mãe no parto dele. É a deusa que protege quem dá à luz e, ao mesmo tempo, a que decidiu nunca se casar: no hino de Calímaco, pediu ao pai que a deixasse virgem para sempre e lhe desse os montes, e ele concordou.
É a caçadora, mas também a dona dos animais selvagens. No Hino Homérico a Ártemis, percorre os montes com seu arco e, quando se satisfaz com a caça, vai à casa de Apolo em Delfos para conduzir as danças.
Em Ovídio, Actéon a viu banhando-se, sem querer, e ela o transformou em cervo: os próprios cães do caçador o despedaçaram. A história tem outras versões: Pausânias atribui a morte de Actéon à loucura dos cães, sem intervenção divina.
Nos Hinos Homéricos, a lua é Selene; a identificação de Ártemis com ela é posterior, como a de Apolo com Hélio. É como deusa da lua que Ártemis aparece com o crescente sobre a testa. Os romanos a identificaram com Diana.
Veja também: Bastet, a deusa de Bubástis; Teseu e o Minotauro; Atalanta e as maçãs de ouro; Alceste e Admeto.
Para conferir
- Apolodoro, Biblioteca, livro I, 4.1: Ártemis nasce primeiro e ajuda a mãe no nascimento de Apolo; o texto não dá um intervalo de horas.
- Calímaco, Hino III, a Ártemis, versos 1 a 39: o pedido ao pai para permanecer virgem e receber os montes, a concordância dele e o auxílio às mulheres no parto.
- Hinos Homéricos XXVII, a Ártemis, e XXXII, a Selene: Ártemis caça nos montes e depois conduz as danças na casa de Apolo em Delfos; Selene é a lua.
- Ovídio, Metamorfoses, livro III, versos 138 a 252: Actéon vê Diana no banho por acaso, é transformado em cervo e morto pelos próprios cães.
- Pausânias, Descrição da Grécia, livro IX, 2.3 a 2.4: outras versões de Actéon e a opinião de Pausânias de que os cães enlouqueceram sem intervenção divina.
- Dicionário de Smith, verbete Ártemis, no Theoi Project: a caçadora e senhora dos animais, a identificação posterior com Selene, o crescente nas imagens lunares e a identificação romana com Diana.
Na coleção Os deuses gregos, leitura 7 de 12
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