Ártemis, a irmã do arco novo
Ártemis nasceu antes do irmão gêmeo Apolo e, segundo contam, ajudou a mãe no parto dele horas depois de vir ao mundo. Ficou sendo a deusa que protege quem dá à luz e, ao mesmo tempo, a que decidiu nunca se casar: pediu ao pai a liberdade de correr os montes e nunca mais a devolveu.
É a caçadora, mas também a dona dos animais selvagens, e as duas coisas não se contradizem no pensamento grego: quem caça sabe a hora de não caçar. Quem matava uma fêmea prenhe ofendia a deusa, e a ofensa se pagava caro.
Actéon a viu banhando-se, sem querer, e ela o transformou em cervo: os próprios cães do caçador o despedaçaram. A história é cruel e é a mais lembrada dela, porque diz uma coisa que os gregos acreditavam sem meio-termo, que ver o que não se deve custa o preço de ver.
A lua é dela como o sol é do irmão, e por isso a crescente aparece na testa das imagens. Os romanos a chamaram de Diana, e é esse o nome que sobrou nas ruas, nas praças e nos nomes de batismo.



