Net Love Net Love
Seções

Ares, o furor da batalha

Tamanho
210 palavras
O elmo e a lança de Ares

Ares é o deus da guerra, e na Ilíada a fama dele não é boa. Onde Atena é a estratégia, ele é o tumulto: o barulho, o sangue, a coragem que não pensa. Lá ele é chamado de flagelo dos mortais, e o próprio Zeus lhe diz, na cara, que é o mais odioso de todos os deuses do Olimpo. Nem por isso ficou sem culto: Pausânias registra santuários dele, um deles em Atenas.

Na Ilíada perde para Atena e chega a ser ferido por um mortal, Diomedes, com a ajuda dela. A cena pode ser lida como lição: o furor sozinho não vence a cabeça fria, nem quando o furor é divino.

Em Roma a história muda de tom. Lá ele vira Marte, ganha o mês de março, passa a ser tido como pai de Rômulo, o fundador da cidade, e ganha um lugar de honra. O mesmo deus, dois povos, duas reputações.

Teve com Afrodite um caso que Hefesto, o marido dela, descobriu e expôs prendendo os dois numa rede invisível e chamando os deuses para ver; as deusas, conta a Odisseia, ficaram em casa por vergonha. Dessa união nasceram Fobos e Deimos, o medo e o terror, que hoje são os nomes das duas luas de Marte.

Veja também: Rômulo e Remo; Numa Pompílio e a ninfa Egéria.

Para conferir

Na coleção Os deuses gregos, leitura 10 de 12
Anterior: Hermes, o que atravessa · Próxima: Deméter, a que faz a terra dar