Net Love Net Love
Seções

Apolo, a luz e a medida

Tamanho
231 palavras
A lira e o sol de Apolo

Apolo é o deus da música, da poesia, da medicina e das profecias, e essa lista só parece desconexa para quem não vê o que há em comum: tudo ali é ordem, proporção e clareza. Muitas vezes é lembrado também como deus do sol, mas em Homero o sol é outro deus, Hélio; poetas e filósofos posteriores identificaram os dois. Nietzsche, em O Nascimento da Tragédia, fez dele o nome de uma das duas forças da arte grega: a do sonho, da forma e da medida, ao lado da embriaguez de Dionísio.

O oráculo de Delfos era dele, e no vestíbulo do templo, conta Pausânias, estavam escritas duas máximas: “Conhece-te a ti mesmo” e “Nada em excesso”. Não são conselhos de autoajuda: são lições de medida, de quem conhece o próprio limite.

A lira ele ganhou de Hermes, que ainda era recém-nascido, em troca do gado que o menino lhe havia roubado. A lira de Apolo vem, portanto, de um acerto de contas entre um ladrão e a vítima.

A história mais triste dele é a de Dafne, a ninfa que fugiu do seu amor e pediu socorro ao pai, um deus-rio, e foi transformada em loureiro. Apolo abraçou a árvore e fez dela a sua coroa. Em Ovídio, ele promete que o louro vai coroar também os generais romanos em triunfo, e é dessa coroa que vem a palavra laureado.

Veja também: Alceste e Admeto.

Para conferir

Na coleção Os deuses gregos, leitura 6 de 12
Anterior: Atena, a que nasceu pensada · Próxima: Ártemis, a irmã do arco