Pigmalião e a estátua de marfim
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O poeta Ovídio relata em Metamorfoses X que Pigmalião viu mulheres desperdiçarem a vida em vergonha. Ele criticava os defeitos que a natureza colocou nelas. Por essa razão, ele decidiu ficar solteiro por muitos anos. Nesse período, ele esculpiu uma estátua de marfim branco como a neve com grande habilidade. Nenhuma mulher real igualava a beleza dessa escultura. Pigmalião se apaixonou pela própria obra.
O artista tocava, beijava e falava com a figura. Ele levava presentes como pedras lisas, conchas, pássaros, flores, bolas pintadas e âmbar. Ele vestia a estátua com roupas ricas e joias. Ele a deitava em cama com colchas de púrpura de Tiro. Ele a chamava de companheira de leito. Na festa de Vênus em Chipre, ele rezou no altar. Pigmalião não ousou pedir a estátua e pediu uma esposa como a de marfim. Vênus entendeu o pedido. A chama subiu três vezes.
Pigmalião voltou para casa e beijou a estátua. A escultura pareceu ficar morna. O marfim amoleceu ao toque como a cera do monte Himeto. As veias dela pulsavam. Ele agradeceu a Vênus e beijou a moça. Ela sentiu os beijos, corou e levantou os olhos tímidos. A deusa abençoou o casamento. Nove meses depois, nasceu Pafos, filha que deu nome à ilha. Ovídio não dá nome à estátua. O nome Galateia não aparece nessa passagem.
Veja também: Afrodite, a que nasceu da espuma; Hermes, o que atravessa; Atena, a que nasceu pensada; Atalanta e as maçãs de ouro.
Para conferir
- Ovídio, Metamorfoses, livro X, versos 243 a 297, tradução inglesa de Brookes More: Pigmalião solteiro, a estátua de marfim, os presentes e a cama, a festa de Vênus em Chipre, a prece sem dizer o desejo, a chama que sobe três vezes, o marfim que amolece, o casamento e Pafos. O nome Galateia não aparece nessa passagem.







