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Atena, a que nasceu pensada

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A coruja e a lança de Atena

Atena nasceu da cabeça de Zeus, já adulta e armada, depois que ele engoliu a mãe dela por medo de uma profecia. A dor de cabeça foi tamanha que precisou de um machado para abrir caminho. É a imagem mais exata que a mitologia já deu para uma ideia que insiste em sair.

Ela é a deusa da guerra, mas não da guerra de Ares. Ares é o furor, o sangue e o barulho; Atena é a estratégia, a disciplina e a hora certa de parar. Quando os dois se enfrentam na Ilíada, ela ganha, e a cena pode ser lida como lição sobre o valor da cabeça na batalha.

É também a deusa da tecelagem. Em Ovídio, Aracne se dizia melhor tecelã que ela e a desafiou; nem a deusa achou defeito no tecido da moça, e o rasgou. Aracne virou aranha, e continua tecendo até hoje em toda casa que ninguém limpa.

A coruja é uma de suas aves: em Ovídio, Nictímene, transformada em ave da noite, ocupa um lugar de honra junto de Minerva. Atenas leva o nome dela desde a disputa da oliveira.

Veja também: Pandora e o jarro; Perseu e a Medusa; Pigmalião e a estátua de marfim.

Para conferir

Na coleção Os deuses gregos, leitura 5 de 12
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