Atena, a que nasceu pensada novo
Atena nasceu da cabeça de Zeus, já adulta e armada, depois que ele engoliu a mãe dela por medo de uma profecia. A dor de cabeça foi tamanha que precisou de um machado para abrir caminho. É a imagem mais exata que a mitologia já deu para uma ideia que insiste em sair.
Ela é a deusa da guerra, mas não da guerra de Ares. Ares é o furor, o sangue e o barulho; Atena é a estratégia, a disciplina e a hora certa de parar. Quando os dois se enfrentam nas histórias, ela ganha sempre, e isso não é acaso: é o que os gregos pensavam sobre o valor da cabeça na batalha.
É também a deusa do trabalho manual que exige inteligência: a tecelagem, a cerâmica, a carpintaria do navio. Foi por isso que castigou Aracne, que tecia melhor que ela e disse isso em voz alta. Virou aranha, e continua tecendo até hoje em toda casa que ninguém limpa.
A coruja ficou dela por ver no escuro, que é o que se espera de quem tem sabedoria, e virou o símbolo que as universidades usam até hoje. Atenas leva o nome dela desde a disputa da oliveira.
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