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Afrodite, a que nasceu da espuma

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A concha e o espelho de Afrodite

Em Hesíodo, Afrodite não tem mãe nem pai no sentido comum: nasceu da espuma que se formou no mar em volta do membro de Urano, que Cronos cortou e lançou às ondas, e chegou a Chipre. O poeta explica o nome dela por essa origem, porque aphrós é espuma em grego. Em Homero, ela é filha de Zeus e de Dione. A concha em que chega à praia é a do quadro de Botticelli, pintado por volta de 1485.

É a deusa do desejo, e o desejo na Grécia não era assunto ameno: era uma força que desorganiza a vida de quem é atingido. Ela não promete felicidade, promete atração, e as histórias dela estão cheias de gente arruinada por causa disso.

Foi Afrodite quem prometeu a mulher mais bela do mundo a Páris, num concurso de beleza entre deusas, e a mulher já era casada com um rei grego. O prêmio se chamava Helena, e o preço foi a guerra de Troia: dez anos de cerco porque um pastor escolheu Helena em vez do reino que Hera oferecia e da vitória na guerra que Atena prometia, como conta Apolodoro.

O sinal que marca o sexo feminino é o antigo símbolo do planeta Vênus, o nome romano dela. Lineu o levou para a botânica, e dali ele passou à zoologia e à genética.

Veja também: Pigmalião e a estátua de marfim; Atalanta e as maçãs de ouro.

Para conferir

Na coleção Os deuses gregos, leitura 8 de 12
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