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O Cabeleira, de Franklin Távora: o resumo do romance do bandoleiro pernambucano e de Luisinha

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886 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 21 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Franklin Távora. A obra é dele e está em domínio público. Este resumo não reproduz passagens do livro e trata a violência, as mortes e a execução sem detalhes. Se você estiver passando por um momento difícil, o CVV atende pelo 188, de graça, a qualquer hora.

O livro

O Cabeleira é um romance de Franklin Távora sobre um bandoleiro de Pernambuco do século XVIII.

Foi lançado em 1876, segundo a Wikipédia em português, e a Wikisource traz a edição da Typographia Nacional, do Rio de Janeiro, desse ano.

O texto tem uma carta-prefácio e 18 capítulos.

Na carta, o autor diz que o livro abre uma série sobre as tradições do Norte e defende que o Norte tenha literatura própria.

A Wikipédia o considera o marco inicial do romance regionalista nordestino.

O pai, o filho e o bando

José Gomes, o Cabeleira, é filho de Joaquim Gomes, mameluco violento, e anda com ele e com o pardo Teodósio, de assalto em assalto, pelas matas e povoações.

A história começa em dezembro de 1773, quando os três assaltam a ponte do Recife, durante uma festa, e o pânico termina em mortes.

Eles guardam o roubo na taberna de Timóteo, nos Afogados, que compra tudo o que trazem.

Em uma das passagens mais sombrias, Cabeleira mata duas crianças por causa do dinheiro.

Como ele chegou ali

O narrador volta à infância para explicar o que pensa ser a causa do crime: a educação.

A mãe, Joana, é boa e fraca. O pai ensina o menino a ser cruel, desde a caça de passarinhos.

Joana tenta lhe dar um rosário, e Joaquim o destrói.

Quando o menino ainda é pequeno, o pai o leva de casa.

Na despedida, ele promete à vizinha Luisinha que, se voltar, não fará mais mal a ninguém.

Luisinha

Luisinha cresce órfã, criada por Florinda, viúva forte de Santo Antão, hoje Vitória de Santo Antão.

O nome do Cabeleira corre pelo sertão, e ela reza por ele.

Um dia, no rio Tapacurá, um homem armado a ameaça, e Florinda vai defendê-la, e é derrubada.

Quando ele diz quem é, Luisinha o reconhece, e ele a solta, confuso.

O reencontro com ela o abala, e ele pede perdão.

O couto

O bando vive num couto, um refúgio na mata, perto das terras de Liberato, negro descendente de Henrique Dias, que já perdeu o irmão Gabriel para Joaquim.

Liberato tenta atacar o couto, mas é traído e morre com os filhos e o genro.

O bando então ataca a casa dele, e as mulheres morrem num incêndio.

Luisinha escapa carregando o corpo de Florinda.

Cabeleira a disputa com o pai, que ele enfrenta, e a leva consigo.

A fuga e a conversão

Luisinha, no escuro, exige que ele jure não matar mais ninguém, e ele jura.

Os dois fogem, enquanto o governador José César de Menezes e onze capitães-mores e coronéis armam milícias e cercam as matas.

O bando é preso, mas Cabeleira escapa.

Na fuga, ele joga o bacamarte no rio, quebra a faca e começa a rezar com Luisinha.

Luisinha morre de febre e das queimaduras do incêndio, e, com a chegada de um piquete, ele foge para a mata.

Sozinho e com fome, desiste de assaltar um velho pobre e se esconde num canavial.

A prisão e o fim

O capitão-mor de Itamaracá, Cristóvão de Holanda, cerca o canavial com escravos e milicianos e manda derrubá-lo.

Cabeleira sai de lá e se entrega.

Em Goiana, toca viola para a mulher do capitão-mor, que pede clemência ao marido, sem sucesso.

No Recife, a junta de justiça o condena, junto com Joaquim e Teodósio.

O governador impõe a pena de morte contra o voto da maioria da junta, e os três são enforcados.

A mãe, Joana, chega a tempo de ver o filho e morre de dor.

O que o livro diz

O romance mistura crônica, tradição popular e crítica social.

O autor atribui os crimes à ignorância e à pobreza, e termina contra a pena de morte.

Ele cita trovas populares em notas, como fonte oral.

Há também páginas de história de Pernambuco, como a peste e a seca de 1776 e a organização das milícias.

O tom às vezes condena o bandido e às vezes o lamenta.

Vale ler com olhar crítico, porque o narrador fala dos negros, dos caboclos e dos mestiços com os olhos do século XIX.

A edição

Lemos a carta e os 18 capítulos na Wikisource em português, na edição de referência do Rio de Janeiro, Typographia Nacional, 1876.

O enredo é do livro, e a interpretação e o contexto são da casa.

Leia o romance inteiro, na Wikisource em português. O acervo da Net Love tem este resumo, não o romance inteiro. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são O Cortiço, O Mulato, Vidas Secas e Os Sertões.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o romance. A obra é de Franklin Távora. Este resumo não reproduz passagens do livro, nem em bloco nem entre aspas.