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Conto de Escola, de Machado de Assis: o resumo do conto da pratinha e da delação novo

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887 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 8 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Machado de Assis. A obra é dele e está em domínio público no Brasil. O texto que lemos e citamos é o do livro Várias Histórias, da casa Laemmert, de 1896, nas páginas 233 a 251, e cada trecho citado foi copiado da imagem da página impressa.

A escola

O narrador, já adulto, lembra um dia da infância.

O anno era de 1840.

Conto de Escola, em Várias Histórias, página 233

Numa segunda-feira de maio, o menino Pilar hesita entre ir brincar no morro de São Diogo ou no campo de Santana, e acaba indo para a escola da rua do Costa.

Vai por medo: na semana anterior, por ter matado aula duas vezes, o pai o castigou.

O pai é um empregado do Arsenal de Guerra, severo, que sonha ver o filho empregado no comércio.

O mestre, Policarpo, tem perto de cinquenta anos ou mais.

O filho dele, Raimundo, estuda na mesma sala; é um menino pálido, de aprender devagar, que tem muito medo do pai.

O mestre é mais severo com o filho do que com os outros.

Pilar é dos mais adiantados da turma e, quando acaba a lição, fica desenhando o nariz do mestre.

Já arrependido de ter vindo, ele vê pela janela um papagaio de papel, uma pipa, por cima do morro do Livramento.

Fui um bobo em vir, disse eu ao Raymundo.

Conto de Escola, em Várias Histórias, página 237

A pratinha

Raimundo quer pedir alguma coisa, mas tem medo, porque Curvelo, um colega de onze anos, mais velho, está olhando.

O mestre lê os jornais com atenção; o conto se passa no fim da Regência, com muita agitação política.

Pendurada na janela fica a palmatória.

Raimundo mostra uma moeda de prata que a mãe lhe deu e propõe uma troca: a moeda, se Pilar lhe explicar um ponto de sintaxe que ele não conseguiu aprender.

Pilar estranha a proposta, porque é a primeira vez que vê lição trocada por dinheiro, mas acaba aceitando e explica a lição.

Curvelo continua olhando para os dois.

A delação

O mestre chama Pilar.

Curvelo tinha contado tudo.

Policarpo toma a moeda, joga-a na rua, diz que os dois praticaram uma ação feia e castiga os dois meninos com a palmatória; o resumo conta isso sem a cena.

Pilar volta para o banco chorando e jura que vai bater em Curvelo na saída, mas Curvelo some.

Em casa, mente para a mãe sobre o que aconteceu e sonha que acha a moeda na rua.

O tambor

Na manhã seguinte, acorda cedo para procurar a moeda, de calças novas.

Saí de casa, como se fosse trepar ao throno de Jerusalem.

Conto de Escola, em Várias Histórias, página 250

No caminho encontra uma companhia de fuzileiros marchando ao som do tambor e vai atrás deles.

Não vai à escola, termina a manhã na praia da Gamboa e volta para casa com as calças sujas, sem a moeda e sem raiva.

O narrador diz que os dois colegas lhe deram o primeiro conhecimento, "um da corrupção, outro da delação", e fecha o conto com "mas o diabo do tambor".

Por que o conto é lido assim

Nesta leitura, o conto mostra, pelos olhos de uma criança, duas lições que a escola não pretendia dar: o dinheiro que compra um favor e o colega que denuncia.

O narrador adulto conta tudo com leveza, e o fim, com o tambor, mostra o menino esquecendo a moeda e a raiva numa manhã de sol.

A edição

O conto está no livro Várias Histórias, de Machado de Assis, Rio de Janeiro e São Paulo, Laemmert & C., Editores, 1896, ano impresso na folha de rosto.

As citações preservam a grafia da edição, como em "Raymundo".

Lemos o conto nas imagens dessa edição digitalizadas pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (USP) e publicadas no Wikimedia Commons.

Cada trecho citado foi copiado da imagem da página e conferido no texto reconhecido por máquina dessas mesmas imagens.

A transcrição da Wikisource que acompanha essas imagens tem a grafia atualizada e está marcada como não revisada, por isso não citamos dela.

Leia o conto inteiro, na Wikisource em português, que mostra a transcrição ao lado das imagens da edição de Várias Histórias. A transcrição de lá tem a grafia atualizada e ainda não foi revista; os trechos citados aqui foram copiados das imagens das páginas, com a grafia da edição. O acervo da Net Love tem este resumo, não o conto inteiro. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Missa do Galo, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e O Alienista.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o conto. A obra é de Machado de Assis. Os trechos citados vêm de Várias Histórias, Laemmert, 1896: os trechos em bloco saíram das páginas 233, 237 e 250, e as citações curtas entre aspas vêm também da página 251, todos copiados da imagem da página e conferidos no texto reconhecido por máquina. As citações em bloco não trazem travessão de diálogo.