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Noite de Almirante, de Machado de Assis: o resumo do conto do marinheiro que volta para a namorada novo

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960 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 8 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Machado de Assis. A obra é dele e está em domínio público no Brasil. O texto que lemos e citamos é o do livro Histórias sem Data, da casa B. L. Garnier, de 1884, nas páginas 205 a 217, e cada trecho citado foi copiado da imagem da página impressa.

A volta

Deolindo Venta-Grande (era uma alcunha de bordo) sahio do arsenal de marinha e enfiou pela rua de Bragança.

Noite de Almirante, em Histórias sem Data, página 205

São três horas da tarde, e a corveta dele acaba de voltar de uma longa viagem de instrução.

Os colegas brincam que ele vai ter uma noite de almirante com Genoveva.

O namoro começou três meses antes da partida.

Genoveva, de vinte anos, morava com a velha Inácia, que convenceu os dois a não fugirem juntos para o interior.

Na despedida, os dois juraram fidelidade, e Genoveva jurou por Deus, pedindo que "a luz me falte na hora da morte" se faltasse ao juramento.

Na casa da velha Inácia

Dez meses depois, Deolindo atravessa a cidade até a Gamboa ensaiando o que vai dizer: "jurei e cumpri".

Leva no bolso um par de brincos comprado em Trieste à custa de muita economia.

Quem abre a porta é a velha Inácia.

Ela conta que Genoveva está com outro homem, um mascate chamado José Diogo, que as duas brigaram por isso, e que Genoveva se mudou para a Praia Formosa.

Deolindo vai até lá sem pensar em nada direito; passam pela cabeça dele ideias de violência.

Genoveva está à janela, costurando, e o recebe sem nenhum constrangimento.

A conversa

Ela confirma tudo: gosta do outro.

Conta que sofreu com a saudade, que recusou o mascate muitas vezes, e que um dia, sem saber como, amanheceu gostando dele.

Deolindo lembra o juramento, e ela responde que, quando jurou, era sincera.

Quando jurei, era verdade.

Noite de Almirante, em Histórias sem Data, página 211

O narrador diz que Genoveva não se defendia de nada.

Ele tenta definir o jeito dela de falar e logo duvida das próprias palavras, como cinismo e insolência.

Deolindo diz que quer matar o rival, e ela o olha com desprezo.

Então ele tira do bolso o pacote e dá a ela os brincos.

Genoveva fica encantada, experimenta-os no espelho, agradece com um gesto e os guarda numa caixinha.

A noite

Escurece.

Genoveva pede que ele conte histórias das terras por onde andou, e uma vizinha chega para ouvir também.

Deolindo conta, e ela escuta com atenção, como quem lê um livro sem pensar no autor.

Quando ele vai embora, Genoveva o acompanha até a porta.

Depois, ela conta à vizinha que ele disse que ia se matar, e garante que não fará isso; e passa a admirar os brincos.

Deolindo não se matou.

Se você ou alguém próximo pensa em se ferir, o CVV atende de graça, a qualquer hora, pelo telefone 188.

O dia seguinte

No dia seguinte, os colegas o cumprimentam pela noite de almirante e perguntam por Genoveva.

Deolindo responde com um sorriso satisfeito, de quem viveu uma grande noite.

Parece que teve vergonha da realidade e preferiu mentir.

Noite de Almirante, em Histórias sem Data, página 217

Por que o conto é lido assim

O conto troca a cena que o título promete por outra: em vez da noite de amor, uma visita em que a namorada fala com franqueza e aceita o presente.

Nesta leitura, o que fica é a distância entre o juramento que ele levou a sério por dez meses e o que ela chama de verdade, e a aparência de felicidade que ele mantém diante dos colegas.

A edição

O conto está no livro Histórias sem Data, de Machado de Assis, Rio de Janeiro, B. L. Garnier, Livreiro-Editor, 1884, ano impresso na folha de rosto, que lista Noite de Almirante entre os contos do volume.

As citações preservam a grafia da edição, como em "sahio".

A errata do próprio livro corrige uma frase da página 211; não citamos esse trecho.

Lemos o conto nas imagens dessa edição digitalizadas pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (USP) e publicadas no Wikimedia Commons.

Cada trecho citado foi copiado da imagem da página e conferido no texto reconhecido por máquina dessas mesmas imagens.

A transcrição da Wikisource que acompanha essas imagens está marcada como não revisada, por isso não citamos dela.

A nota da Wikisource diz que o conto saiu antes no jornal Gazeta de Notícias, em 1884; não conferimos essa primeira publicação.

Leia o conto inteiro, na Wikisource em português, que mostra a transcrição ao lado das imagens da edição de Histórias sem Data. A transcrição de lá ainda não foi revista; os trechos citados aqui foram copiados das imagens das páginas, com a grafia da edição. O acervo da Net Love tem este resumo, não o conto inteiro. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Missa do Galo, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e O Alienista.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o conto. A obra é de Machado de Assis. Os trechos citados vêm de Histórias sem Data, B. L. Garnier, 1884: os trechos em bloco saíram das páginas 205, 211 e 217, e as citações curtas entre aspas vêm também da página 207 e, a do juramento, das páginas 206 e 211, todos copiados da imagem da página e conferidos no texto reconhecido por máquina. As citações em bloco não trazem travessão de diálogo.