Nebulosas, de Narcisa Amália: o resumo do livro de poemas da Fuvest novo
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Resumo escrito para o acervo Net Love em 5 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Narcisa Amália. A obra é dela e está em domínio público no Brasil. Os versos citados saem da edição antiga do livro, publicada no Rio de Janeiro por B. L. Garnier, nas imagens digitalizadas pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da USP. As figuras deste texto foram geradas por inteligência artificial em 2026.
Quem foi Narcisa Amália
A folha de rosto do livro apresenta a autora como Narciza Amalia, natural de São João da Barra, na província do Rio de Janeiro; no prefácio o nome aparece ora como Narcisa, ora como Narciza.
A Biblioteca Brasiliana registra as datas 1852 a 1924, as mesmas da página da Fuvest.
Segundo a Fuvest, ela foi educadora, poetisa e jornalista, a "primeira mulher a trabalhar profissionalmente como jornalista no Brasil".
A mesma página diz que ela foi "antiescravista e republicana" e que sua obra "mereceu comentários elogiosos de Machado de Assis e de Pedro II".
A informação sobre o pioneirismo no jornalismo é da Fuvest, e não do livro; o prefácio só menciona artigos dela que o prefaciador leu em periódicos, no Echo Americano e na revista Artes e lettras, de Lisboa.
O que o próprio livro mostra da vida dela é pouco e vem dos poemas e das dedicatórias.
O poema Saudades lembra os lugares da infância e o pai, que chama de pobre poeta:
Eu era de meu pae, pobre poeta,
Nebulosas, «Saudades», p. 36
O astro que o porvir lhe illuminava;
De minha mãe, que louca me adorava,
Era na vida a rosa predilecta!...
O pai tem nome no livro: o poema Pesadêlo é dedicado a ele, o Sr. Jacome de Campos, e o poema Voto, à mãe.
O título e a abertura
A Biblioteca Brasiliana data a edição de 1872, e é com esse ano que a Fuvest lista o livro; a folha de rosto não traz data.
O nome do livro é também o nome do primeiro poema, Nebulosas, que tem como epígrafe uma frase em francês assinada por Delaunay: nebulosas são as manchas esbranquiçadas que se veem aqui e ali no céu.
No poema, quem fala conta que se acostumou a olhar essas manchas de noite, que um dia o desânimo tomou conta dela e que foi olhando para elas que voltou a ter força e inspiração.
O poema termina explicando de onde vieram os versos do livro:
Assim nasceram os meus tristes versos,
Nebulosas, «Nebulosas», p. 32
Que do mundo fallaz fogem ás pompas!
Não dormem elles sob os aureos tectos
Das terreas potestades, que fallecem
De morbidez nos fláscidos triclinios!
As nebulosas voltam mais adiante.
Em Lembras-te?, uma amiga pergunta à poeta por que ela fica olhando o céu, e ela responde que não lhe pergunte mais "Porque muda contemplo as tenues nebulosas", porque vê na natureza o Ser que a criou:
Vejo no lago azul, na flôr, nos verdes montes,
Nebulosas, «Lembras-te?», p. 100
O Ser que cria a briza, e doira o arrebol;
Que impelle a nuvem tumida por sobre os horizontes,
Que fazendo-nos de pó, vestiu de luz o sol!...
E em O Itatyaia as nuvens em volta da montanha são comparadas a elas: "Quaes ligeiras nebulosas".
Como o livro se divide
Antes dos poemas vem um longo prefácio, assinado por Pessanha Póvoa, que o índice chama de Introducção e que ocupa as páginas III a XXVI.
Depois vem o poema Nebulosas e, em seguida, três partes, cada uma com página de título própria, e no fim duas páginas de notas da autora.
Pelo índice, a primeira parte tem 14 títulos, a segunda 13 e a terceira 16; somando o poema de abertura, são 44 títulos.
Um deles não é dela: Consolação, na primeira parte, responde ao poema anterior, Agonia, e o próprio livro avisa, sob o título, que é uma paródia escrita por outro autor, cujo nome sai impresso como J. Ezrquiel Freire.
A terceira parte é dedicada inteira a uma amiga, D. Maria Amelia d'Ivahy Barcellos.
Quase todos os poemas abrem com uma epígrafe, um trecho curto de outro escritor, em português, francês, espanhol, italiano ou inglês: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves, Fagundes Varella, José de Alencar, Almeida Garrett, Victor Hugo, Lamartine, Byron, entre outros.
Muitos também têm dedicatória: à mãe, ao pai, a amigas de infância como Adelaide Luz e Joanna de Azevedo, ao prefaciador, a um vigário, ao maestro Carlos Gomes.

A primeira parte: saudade, desengano e a poesia como saída
A primeira parte é a mais íntima.
Os poemas falam da infância perdida (Saudades, Scisma), de conselhos a meninas para guardar a bondade (Linda, Aspiração), da amizade (Confidencia) e de uma série de desenganos e tristezas (Desengano, Desalento, Agonia, Amargura, Fragmentos).
Em Afflicta, dedicado só a uma inicial, J., quem fala espera alguém que partiu:
Desde então, comprimindo átras angustias,
Nebulosas, «Afflicta», p. 42
Vou te esperar á beira do caminho;
Voltam cantando ao sol as andorinhas,
Só tu não volves ao dezerto ninho!...
A parte fecha com Resignação, em que a dor separa a poeta da alegria dos outros, mas a poesia a leva para longe dela:
Mas que importa esta dôr que me acabrunha,
Nebulosas, «Resignação», p. 64
Que separa-me dos canticos ruidosos,
Se nas azas gentis da poesia
Elevo-me a outros mundos mais formosos?!...
A segunda parte: a pátria, a natureza e a liberdade
A segunda parte se abre com Invocação, dedicada ao prefaciador.
Quem fala quer voar até a pátria, como um cisne ou um condor, e se queixa de que a pátria coroa os bardos e não lhe oferece nem um ramo de murta:
Mas, ó patria, são frageis as azas!
Nebulosas, «Invocação», p. 67
E se aos bardos mil vezes abrazas
Não me offertas um myrtho se quer!...
Nos versos seguintes, quando ela tenta voar, as rajadas de vento "Me arremessam a phraze", e a frase, depois de um travessão, é a palavra mulher.
É o momento do livro em que a condição de mulher que escreve aparece com todas as letras.
Vêm depois os poemas da natureza brasileira.
Em No Ermo, a floresta é refúgio:
Salve! florestas virgens, magestosas,
Nebulosas, «No Ermo», p. 73
Aos céos alçando as cômas verdejantes
Em perennaes louvores!
O Itatyaia descreve a montanha da serra da Mantiqueira, com os vales, os rios e as Agulhas Negras, e a saúda assim:
Salve! montanha granitica!
Nebulosas, «O Itatyaia», p. 79
Salve! brasileo Himalaya!
Salve! ingente Itatiaya,
Que escalas a immensidade!...
Numa das notas do fim do livro, a autora diz que o Itatiaia é o ponto mais alto do Brasil e dá a altura medida por Franklin Massena; é a informação da época, que este resumo não atualiza.
A mesma parte traz os poemas políticos.
Vinte e cinco de Março denuncia a liberdade traída e a volta da opressão, e dirige a acusação a um tu que não nomeia, que teria roubado ao povo a vitória:
Maldicção! Maldicção! A liberdade
Nebulosas, «Vinte e cinco de Março», p. 82
Vê de lôdo seu manto salpicado...
Do volcão popular a ignea lava
Desmaia sem calor...
A nota da autora explica que as duas primeiras estrofes "alludem ao projecto de constituição elaborado pelos membros da constituinte em 1823".
Em Miragem, com epígrafe de Victor Hugo sobre livrar o país da escravidão, a natureza toda parece livre, e só o povo continua de joelhos:
Meu Deos, quando ha de esta raça,
Nebulosas, «Miragem», p. 97
Que genuflexa rebrama,
Erguer-se de pé, ungida,
Das crenças livres na chamma?
A raça, aqui, é o povo do país, a quem as montanhas, no mesmo poema, gritam que se levante e quebre as algemas.
Sete de Setembro festeja a Independência, mas diz que a terra livre continua presa a outros erros.
Pesadêlo, o poema dedicado ao pai, tem três partes: a primeira passa por heróis de outros povos que se levantaram contra tiranos, da Grécia antiga à Polônia, e por uma colônia inglesa do outro lado do mar que se torna livre; a segunda é um canto à Revolução Francesa de 1789; a terceira volta ao Brasil e pede à pátria que se lembre dos que morreram por ela:
Contempla, minha patria, sobranceira,
Nebulosas, «Pesadêlo», p. 118
D'essas hostes os louros refulgentes;
E procurando a gloria em teus altares
Entretece uma c'rôa á Tira-dentes.
Nos versos seguintes aparecem Padre Roma, Nunes Machado e Pedro Ivo, e o poema termina prevendo o dia em que a pátria vai jogar ao chão cetros e tronos gritando liberdade.
Entre esses poemas há outros mais íntimos, como Lembras-te?, Á Lua, Á noite e Vêm!, este último um pedido ao sono.
A terceira parte: homenagens, a festa e a voz do escravizado
A terceira parte reúne poemas de ocasião e de homenagem.
Castro Alves é uma elegia ao poeta, morto ainda moço, e diz que ele não morreu porque os versos ficam; Á Carlos Gomes foi escrito no álbum do maestro e cita o Guarany.
Em Visão, uma figura de luz aparece de noite, e quem fala pergunta quem é aquela que lhe beija a testa, a "fronte de mulher"; é a Esperança, e a resposta da poeta fecha o poema:
Á meus olhos se rasga atro sendalio,
Nebulosas, «Visão», p. 133
Fito o incerto porvir mais calma e forte:
Já tenho forças p'ra lutar com a sorte
E voto a minha lyra em teu altar!
A festa de S. João, com o subtítulo Recordação da Fazenda Esperança, descreve a noite da festa, a fogueira, as moças dançando e a música, e depois o batizado de uma criança; no mesmo dia, diz o poema, um anjo da liberdade desce à terra e parte as correntes de escravizados.
O poema abençoa uma mão de mulher, "Oh! bemdicta a mão feminea", e a mãe da criança, e a segunda seção do poema termina na oração de quem foi libertado:
A oração do liberto
Nebulosas, «A festa de S. João», p. 140
Subindo no vento incerto
Faz o céo graças chover!
O poema ainda tem uma terceira seção: de noite, no baile da casa, entre a valsa e as canções, quem fala se sente sozinha e sem vida no meio da alegria, e termina agradecendo à noite o esquecimento que ela lhe traz.
O Africano e o Poeta, dedicado a Celso de Magalhães, dá a palavra a um africano escravizado: ele conta que foi arrancado da terra natal ainda criança, atravessou o mar preso, trabalhou na lavoura e sofreu castigos.
A cada estrofe, uma pergunta diferente (quem pensa, quem sente, quem quer escutar, quem vê, quem há de rezar por ele) liga a dor do africano a alguém que a acolha, e a resposta é sempre a mesma: o poeta.
Na mesma parte estão Recordação, para a amiga Adelaide Luz, que uma nota diz ter sido a primeira poesia da autora ("devia eu a minha primeira producção poetica"), O Sacerdote, Amôr de violeta, Fantasia, Julia e Augusta, Nocturno, A rosa e Ave-Maria.
Em Sadness, de título em inglês, a inspiração tem rosto triste:
Meu anjo inspirador é frio e triste
Nebulosas, «Sadness», p. 157
Como o sol que enrubésce o céo polar!
O baile olha uma festa elegante de fora: as luzes, a valsa, as moças, os juramentos, e no fim o salão vazio, as rendas rasgadas e as flores murchas.
A última estrofe tira a lição:
A vida é isto: hoje cruel grilhão de ferro;
Nebulosas, «O baile», p. 161
Talvez d'oiro amanhã, mas sempre a dôr, o erro,
Aniquilando o genio!
O livro fecha com Os dous tropheos, que traz sob o título o nome de Victor Hugo e fala, na voz de um povo francês, das derrotas da França diante da Prússia e da luta entre franceses; o livro não diz se é tradução ou imitação.

Os temas, em resumo
Lido de ponta a ponta, Nebulosas volta sempre a alguns assuntos.
O primeiro é a própria poesia, que nasce da tristeza e serve de saída para ela, como dizem o poema de abertura e Resignação.
O segundo é a natureza do país, com florestas, rios e a montanha do Itatiaia, descrita com orgulho.
O terceiro é a liberdade: contra os tiranos, em Vinte e cinco de Março, Miragem e Pesadêlo, e contra a escravidão, em A festa de S. João e O Africano e o Poeta.
O quarto é a condição de mulher, que aparece em Invocação e em Visão.
Há ainda a amizade e a família, nas dedicatórias, e a crítica à vida de luxo, em O baile.
A fé também atravessa o livro: em Resignação é a poesia que ensina a poeta a orar, em Lembras-te? ela vê na natureza o Ser que a criou, Ave-Maria e O Sacerdote são poemas de oração e de caridade, e em A festa de S. João a libertação vem junto com o batizado.

A forma
Os poemas variam muito de tamanho e de estrofe, de uma página a várias, e alguns usam refrão: em A festa de S. João as estrofes da primeira seção retomam no fim o verso do começo, às vezes com uma pequena variação, e No Ermo e Sete de Setembro repetem no fim a estrofe do começo.
Há apóstrofes, isto é, falas dirigidas a alguém ou a alguma coisa, em quase todo o livro: à mãe, à lua, à noite, à pátria, à montanha.
O prefaciador elogia a riqueza das rimas e enumera as figuras de linguagem do livro, como a descrição viva do Itatiaia; este resumo não mede as rimas nem conta as sílabas dos versos.
O que diz o prefácio
O prefácio é de Pessanha Póvoa, o mesmo a quem a autora dedica Invocação.
Ele diz que não conhece a autora pessoalmente e a elogia sem medida: "Narcisa Amalia não é um typo; é uma heroina."
Chama-a de "a primeira poetisa desta nação", prevê para ela as honras de "Princeza das lettras", diz que ela "é republicana", que "A poesia 25 de Março é um anathema, é uma ameaça." e que "O baile é um modelo de satyra, de sarcasmo, de ironia discreta."
É a recepção que o próprio livro registra, e é um elogio de quem apresenta o livro, não uma crítica de fora.
Sobre o que outros escritores da época disseram, este resumo só repete o que a Fuvest informa: que Machado de Assis e Pedro II comentaram a obra com elogio.
Por que cai no vestibular
Nebulosas está na lista de leituras obrigatórias da Fuvest em 2026, 2027, 2028 e 2029, segundo a página oficial da Fuvest.
A lista de 2026 a 2028 é só de autoras, e a Fuvest explica a mudança pela necessidade de valorizar as mulheres na literatura, como autoras; a presidente do Conselho Curador da Fuvest, Maria Arminda do Nascimento Arruda, diz na mesma página que "Muitas delas foram alvo de décadas de invisibilidade pelo fato de serem mulheres".
Na apresentação das autoras, a Fuvest diz que Narcisa Amália tem "uma das poucas vozes femininas de sua época a trabalhar a ideia de identidade nacional".
O livro não está na lista da Unicamp para 2027.
Para quem vai fazer a prova, os poemas que este resumo cita servem de mapa: Invocação, para a voz da mulher que escreve; O Itatyaia e No Ermo, para a natureza e a pátria; Vinte e cinco de Março, Miragem e Pesadêlo, para a política; A festa de S. João e O Africano e o Poeta, para a escravidão; O baile, para a sátira.
Isso é uma sugestão de leitura nossa, e não uma previsão de questão.
Uma nota sobre a tristeza, a escravidão e as palavras da época
Muitos poemas da primeira parte falam em desejo de morrer, em dormir para sempre e em descansar no túmulo, e a paródia Consolação foi escrita justamente para responder a um deles.
O resumo cita os versos sem esses trechos e conta o tema como o livro conta. Se o tema tocar você, o CVV atende pelo telefone 188, de graça, a qualquer hora.
As falas e as imagens dos poemas são criação poética: a voz do africano em O Africano e o Poeta e o desejo de morrer da primeira parte não são, por si, depoimento nem diagnóstico da autora.
Os poemas falam da escravidão com as palavras da época, e A festa de S. João celebra a libertação como caridade; as citações deste resumo evitam as palavras de cor e de cativeiro que os poemas usam, e a paráfrase conta as situações e as relações que eles mostram com as palavras de hoje.
A edição
A edição lida é a que a Biblioteca Brasiliana data de 1872: Nebulosas, poesias de Narciza Amalia, Rio de Janeiro, B. L. Garnier, com 192 páginas, segundo o catálogo da biblioteca.
A biblioteca tem dois exemplares digitalizados; lemos o segundo, que guarda, segundo a nota do catálogo, um poema manuscrito assinado pela autora no verso da página de rosto, e conferimos no primeiro a última página do índice, que falta no segundo.
Os versos citados estão na grafia da edição ("pae", "azas", "céo", "phraze"), copiados um a um da imagem da página impressa; o espaço que a edição põe antes de ponto de exclamação, ponto de interrogação, ponto e vírgula e dois-pontos não foi reproduzido, e as aspas de fala do fim de um verso de Visão ficaram de fora.
O texto digital que usamos para conferir é o reconhecimento automático de caracteres do Internet Archive sobre o mesmo arquivo da biblioteca, que tem erros de leitura. Ele serve para localizar cada verso na folha e conferir as letras, comparadas sem acento, sem pontuação e sem maiúsculas; os acentos, a pontuação e a divisão dos versos vêm da imagem, e os cinco trechos em que a leitura automática erra uma letra foram conferidos na imagem. O apóstrofo da edição foi trocado pelo comum, e nenhum trecho citado foi escolhido onde a letra impressa está borrada.
A paginação impressa tem saltos, e o resumo dá sempre o número que está na página do verso citado; Sadness começa numa página sem número, a 157 do índice.
Leia o livro inteiro, na edição antiga digitalizada pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da USP. É dessa mesma edição que saem os versos citados aqui, com a grafia dela. Nebulosas não está no acervo da Net Love. A obra está em domínio público no Brasil.
Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Os Lusíadas, Memórias de Martha, Iracema, O Guarani e Noite na Taverna.
Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o livro. A obra é de Narcisa Amália. Os versos citados vêm da edição da B. L. Garnier: os trechos em bloco saíram dos poemas Saudades, Nebulosas, Lembras-te?, Afflicta, Resignação, Invocação, No Ermo, O Itatyaia, Vinte e cinco de Março, Miragem, Pesadêlo, Visão, A festa de S. João, Sadness e O baile, todos conferidos no texto e na imagem da página impressa. As citações em bloco não trazem travessão de diálogo.
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