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Conselhos à minha filha, de Nísia Floresta: o resumo da leitura da Fuvest 2028 e 2029 novo

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3.271 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 5 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em temas são nossos, de 2026, e não são de Nísia Floresta. A obra é dela e está em domínio público no Brasil. Os trechos citados saem da segunda edição, de 1845, impressa no Rio de Janeiro pela Typ. Imp. de F. de Paula Brito, nas imagens de um exemplar digitalizado pelo Google Livros. As figuras deste texto foram geradas por inteligência artificial em 2026.

Quem escreveu, e como o livro se apresenta

A folha de rosto diz Conselhos á minha filha, por N. F. B. Augusta, 2.ª edição, Rio de Janeiro, Typ. Imp. de F. de Paula Brito, 1845.

O nome completo da autora não está impresso: só as iniciais e o último nome, e a carta que abre o livro é assinada N. F. B. A.

A identificação com Nísia Floresta Brasileira Augusta vem da lista oficial da Fuvest, que põe Conselhos à minha filha, com a data de 1842, entre as obras de Nísia Floresta.

Segundo a página oficial da Fuvest, Nísia Floresta Brasileira Augusta foi o pseudônimo escolhido por Dionísia Gonçalves Pinto, nascida no Rio Grande do Norte e "considerada a primeira educadora e jornalista feminista do Brasil"; a mesma página dá as datas 1810 a 1885.

Essas informações são da Fuvest, e não do livro.

O livro conta de si mesmo o seguinte.

Abre com uma nota curta à filha, em que a mãe diz que aceitou reimprimir os conselhos que lhe dera três anos antes "sem nada mudar da simplicidade de seu estylo", e que "eu quiz ajuntar á elles os quarenta pensamentos" em verso.

Vem depois uma carta com a data de 12 de janeiro de 1842, dia em que a filha completa doze anos: "Eis o primeiro dia do anno para mim!", começa a mãe, que no lugar de uma joia ou de um enfeite oferece à filha "o singelo presente destes Conselhos", escritos, diz ela, pouco mais de um mês antes.

A carta termina com "Tua sensivel mãy, tua melhor amiga" e as iniciais.

A filha tem nome no texto: Lívia, que aparece já na primeira página dos conselhos.

Que livro é este

É um livro curto de conselhos, escrito como carta de uma mãe para a filha.

Não há enredo central: predominam os conselhos dirigidos à filha, quase sempre na segunda pessoa, "tu", intercalados com lembranças da própria autora e com histórias de exemplo.

A mãe avisa logo no começo que vai ensinar "em um estylo simples e claro os deveres e virtudes filiaes", na linguagem de uma menina, e deixa para mais tarde os conhecimentos mais profundos.

A frase que abre os conselhos é "Tu vás completar teus doze annos!".

Como o livro se organiza

A edição de 1845 tem cinco partes de texto e um fecho tipográfico, nesta ordem:

A nota da segunda edição. Sem número de página, a mãe explica a reimpressão e o acréscimo dos quarenta pensamentos; o número quarenta, diz a nota, deve lembrar à filha um período da vida da mãe de que ela falava muito e que esperava alcançar.

A carta de 12 de janeiro de 1842. O presente de aniversário, assinado com as iniciais.

A Prefação, páginas VII a X. O amor de mãe acima de todas as paixões e o luto pela morte do marido.

Os Conselhos, páginas 11 a 30. O corpo do livro, em parágrafos corridos, sem capítulos nem títulos, que termina com a palavra FIM.

As Máximas e pensamentos para minha filha, páginas 31 a 39. Quarenta conselhos curtos em verso, numerados de I a XL.

O fecho. Na última página, o nome da tipografia e o ano de 1845.

Os Conselhos não têm divisões; os temas que este resumo separa abaixo são um agrupamento nosso.

Como o livro se organiza. Conselhos à minha filha, segunda edição, Rio de Janeiro, 1845: cinco partes de texto e o fecho tipográfico, na ordem da edição. Nota da 2.ª edição, sem número: A mãe explica a reimpressão e acrescenta quarenta pensamentos em verso. 12 de janeiro de 1842, sem número: Carta de aniversário: Lívia faz doze anos, e o presente são estes conselhos. Prefação, pp. VII a X: O amor de mãe acima de todas as paixões, e o luto pela morte do marido. Conselhos, pp. 11 a 30: O corpo do livro, em prosa corrida, sem capítulos, até a palavra FIM. Máximas e pensamentos, pp. 31 a 39: Quarenta conselhos curtos em verso, numerados de I a XL. Fecho, p. 39: O nome da tipografia de F. de Paula Brito e o ano de 1845. A folha de rosto traz só N. F. B. Augusta; a Fuvest põe o livro, com a data de 1842, entre as obras de Nísia Floresta.
As cinco partes de texto de Conselhos à minha filha e o fecho, na edição de 1845. Infográfico desenhado para este texto e gerado por inteligência artificial em 2026. Não é imagem de acervo nem de domínio público.

A Prefação: o amor de mãe e o luto

A Prefação começa com uma tese: há na natureza um sentimento maior que todos os outros, e nenhuma pena conseguiu descrevê-lo.

O amor, a amizade e a glória, diz a autora, têm sempre um fim e um interesse escondido; o soldado quer a glória, o sábio espera que o país lhe deva o progresso, o amante espera ser recompensado.

Só o amor de mãe não pede nada em troca.

"Sim, o sentimento maternal está alêm de todas as paixões humanas.", resume a página VIII.

Em seguida a autora diz que o título de mãe é o que dá à mulher importância verdadeira na sociedade, e conta o que deve a ele: foi o desejo de dar à filha as primeiras lições que lhe deu o gosto pelo estudo e a força para vencer as dificuldades de se preparar para isso, sozinha, sem apoio e sem fortuna.

Conta também que perdeu o marido, pai de Lívia, e que foi esse mesmo sentimento de mãe que a fez continuar vivendo, porque os filhos precisavam dela.

A Prefação termina com uma imagem do trabalho: a mãe passa o dia nos trabalhos do seu colégio e escreve aqueles conselhos à noite, nas poucas horas de descanso.

Os conselhos, tema por tema

O exemplo do avô. Para ensinar as virtudes de filha, a mãe começa por um exemplo da própria infância.

Conta que tinha pouco mais que a idade de Lívia quando, em 1824, viu de perto a guerra civil, que tirou o sossego do pai dela, e o pai passou a ser perseguido e teve de se esconder; ela guardava o segredo do esconderijo dele e as cartas que ele mandava, e rezava à noite pela vida dele.

O pai morreu cedo, diz ela, e ela não pôde estar ao lado dele quando ele morreu.

Depois ela fala do pai de Lívia: conta que durante cinco anos levou os filhos ao lugar em que ele foi sepultado, que as últimas palavras dele foram para os filhos, num 29 de agosto, e que o plano de educação que ela segue foi traçado por ele.

Simplicidade, e não vaidade. A vivacidade de uma menina, diz a mãe, deve vir com moderação e modéstia; a simplicidade deve governar os gestos e os enfeites de uma moça.

A vaidade é chamada de terrível escolho da mocidade, e a lisonja, a fala dos elogios exagerados, de veneno que a moça ainda não sabe reconhecer.

O estudo. Este é um dos pontos centrais do livro.

A mãe escreve que procura abrir à filha o caminho das ciências e dar a ela "uma educação, que entre nós se nega ao nosso sexo", para que o saber venha junto com a virtude.

Diz ainda que não pretende dar à filha só uma leve notícia da ciência, aquela "que, diz o vulgo, não ser necessaria á mulher", e que por isso não teme que a vaidade estrague a filha: o verdadeiro sábio, lembra ela, é aquele que julga saber menos.

O livro mostra a própria Lívia estudando: ela está traduzindo uma história, a de Noemi, que a mãe usa como exemplo, e a máxima XIII lembra que ela traduz as línguas de Plutarco, Milton, Fénelon e Virgílio.

Exemplos de amor de filho. A mãe junta exemplos da Bíblia, da história e da vida dos santos: Isaac e Abraão, um rapaz japonês que se sacrifica para socorrer a mãe doente, Noemi, Santa Inês, que tinha mais ou menos a idade de Lívia e não renunciou à vocação, e Santo Agostinho, convertido pelas orações da mãe, Santa Mônica.

São contados de passagem, como modelos, sem que o livro se demore neles.

Obedecer por amor. A mãe pede obediência, mas de outro jeito: "Obedece porêm por amor de ti mesma", diz a página 20, e não por medo das repreensões da mãe e dos mestres.

Obedecer só por medo ou à força, diz o livro, deixa de ser virtude.

Essa obediência é ampla: na página 19, a mãe a pede mesmo diante de pais intratáveis e austeros, e pede que a filha os ame apesar dos seus vícios.

Nas páginas 20 e 21 vem a ideia da consciência como um juiz de quem ninguém escapa: os maus podem fugir da justiça da terra, mas não do remorso.

Com os outros. Os conselhos sobre o convívio estão entre os mais concretos do livro.

A mãe pede que a filha seja condescendente com as companheiras, sem se julgar superior a elas, e que mostre mais atenção a quem está menos à vontade ou é menos favorecido:

Decide-te sempre pelo opprimido; os desgraçados tem incontestaveis direitos á nossa protecção e amizade.

Conselhos à minha filha, p. 22

Pede também que não julgue pelas aparências, lembrando que a virtude mora mais vezes na choça do camponês do que no palácio, e que ajude quem precisa "sem indagar se a sua desgraça é ou não merecida".

Condena a vingança, com o preceito que o livro atribui a J. C., isto é, Jesus Cristo: "Paga o mal com o bem."; e chama a gratidão de virtude sublime.

A família. A mãe pede que Lívia ame o irmão, o único companheiro da infância dela, e que respeite a avó e uma tia, irmã da autora, que ela apresenta como modelo de conduta.

Conta que foi essa irmã quem a consolou quando o marido morreu, em país estranho, como diz o livro, e quem lhe pediu, chorando, que vivesse para os filhos.

Pede ainda respeito aos mais velhos, com quem a moça aprende mais do que com a conversa dos rapazes.

Os homens que admiram as mulheres. Uma das passagens centrais dos Conselhos começa assim: "Minha querida filha, ha no mundo duas sortes de admiradores de nosso sexo, uma assás commum, outra extremamente rara."

A primeira sorte, diz a mãe, é a dos homens que olham as mulheres como flores colhidas para enfeite, que só valorizam a beleza e que estudaram uma linguagem de elogios para conquistar a atenção das moças; e alguns deles, menos galantes, zombam das mulheres que estudam, "aquellas, cujos pais, mais justos, facilitaram-lhes o caminho das sciencias!".

A segunda sorte é a dos homens sérios, que defendem as mulheres dessas zombarias, admiram o talento delas sem exagero e não se aproveitam da posição que têm; é desses que a mãe recomenda a amizade, quando a filha for mais velha.

Ela critica os bajuladores porque, "quando exhortam as mulheres, a fazerem-se unicamente amaveis", sacrificam a dignidade da vida delas à beleza.

E guarda o pior aviso para o fim: "São os hypocritas", os que usam uma aparência de modéstia para chegar aos seus fins.

A mãe como guia. Os conselhos terminam com a ideia de que a moça precisa de um guia, a quem conte tudo, e esse guia é a mãe: "é tua mãy, que toma em tudo um interesse eminente por ti, que te servirá de guia".

A última frase dos Conselhos é um desejo:

Possa ella, pela regularidade de sua conducta, pela sua obediencia, e docilidade aos conselhos de sua mãy, preparar-se uma mocidade feliz, e uma velhice sem remorsos!!

Conselhos à minha filha, p. 30
Os conselhos, tema por tema. O que a mãe pede à filha nas páginas 11 a 30. O agrupamento é deste resumo: o livro não tem divisões. Páginas 11 a 14, O exemplo da família: A mãe conta a própria infância em 1824 e lembra o pai de Lívia, que traçou o plano de educação. Páginas 15 e 16, Simplicidade: Vivacidade com modéstia; a vaidade e a lisonja como perigos. Páginas 16 e 17, O estudo: Uma educação que, diz a mãe, se nega às mulheres, sempre junto com a virtude. Páginas 19 a 21, Obedecer por amor: Não por medo; e a consciência como juiz de quem ninguém escapa. Páginas 21 a 24, Com os outros: Ficar do lado do oprimido, ajudar sem julgar, não se vingar, ser grata. Páginas 24 a 26, A família: O irmão, a avó, a tia que consolou a mãe na viuvez, os mais velhos. Páginas 27 a 29, Os admiradores: Os que só elogiam a beleza, os raros que respeitam a mulher, e os hipócritas. Página 30, A mãe como guia: Contar tudo à mãe, para ter uma mocidade feliz e uma velhice sem remorsos. Livro de 1842, de uma mãe para uma filha de doze anos: os conselhos seguem a moral cristã e os deveres de família, e incluem a convivência e críticas sociais.
Os conselhos da mãe, tema por tema, com as páginas. Infográfico desenhado para este texto e gerado por inteligência artificial em 2026. Não é imagem de acervo nem de domínio público.

As quarenta máximas em verso

As Máximas e pensamentos para minha filha são a parte que a nota da segunda edição diz ter acrescentado: quarenta conselhos curtos, de dois ou quatro versos, numerados de I a XL.

Muitos repetem em verso o que os Conselhos dizem em prosa: rezar ao acordar, fugir do mal, desconfiar dos prazeres, não invejar, fugir da vaidade, cultivar a amizade.

O tema do estudo aparece de novo, e com mais força.

A máxima XIV pede à filha: "Estuda, por amor ao mesmo estudo," e não ache nunca que sabe tudo; a XV vai além e fala dos homens que querem afastar as mulheres da ciência:

Os homens que pertendem, egoistas,
Das sciencias vedar-nos os arcanos,
Contra si pronunciam, sem o crerem,
Sentença, que lhes traz terriveis damnos!

Conselhos à minha filha, p. 34

Na leitura literal que este resumo adota, a XXII chama de parciais as leis feitas pelos homens e recomenda que a mulher as julgue naturais:

Os homens leis fizeram parciaes,
Que a mulher julgar deve naturaes.

Conselhos à minha filha, p. 35

Outras máximas, porém, puxam para o lado da modéstia.

A XXXVI pede: "Quanto mais sup'rior ao sexo fores," mais a filha deve se prender às leis da modéstia; e a XXXV aconselha a não querer brilhar num mundo injusto, porque os talentos da mulher devem fazer "Os encantos domesticos da vida.".

Outras ainda elogiam a timidez como enfeite do coração da mulher e lembram que as mulheres sem instrução costumam não suportar a que estudou.

As máximas: o estudo e a modéstia. Nas quarenta máximas em verso da edição de 1845, o estudo e a modéstia andam juntos, e uma máxima fala das leis. Máxima XIV, Estudar: Estudar por amor ao próprio estudo, sem achar nunca que se sabe tudo. Máxima XXXV, Não brilhar: Num mundo injusto, os talentos da mulher devem fazer os encantos da vida doméstica. Máxima XV, A ciência vedada: Os homens que querem afastar as mulheres da ciência condenam a si mesmos. Máxima XXXVI, Mais modéstia: Quanto mais a filha se destacar, mais deve seguir as leis da modéstia. Máxima XXII, Leis parciais e naturais: Na leitura literal deste resumo: as leis feitas pelos homens são parciais, e a mulher deve julgá-las naturais. À esquerda, o estudo e a crítica aos homens; à direita, a modéstia que o livro pede junto. A leitura lado a lado é deste resumo.
As máximas sobre o estudo e sobre a modéstia, lado a lado. Infográfico desenhado para este texto e gerado por inteligência artificial em 2026. Não é imagem de acervo nem de domínio público.

O que o livro defende, e onde ele para

O livro defende com clareza que a menina estude, e estude de verdade, contra a opinião corrente de que a ciência não serve à mulher; acusa os homens que querem as mulheres só bonitas e agradáveis e chama de parciais as leis feitas por eles, embora na mesma máxima peça que a mulher as tome por naturais.

Ao mesmo tempo, a defesa do estudo é orientada pela moral cristã, pelos deveres de família e pela modéstia: obediência aos pais, virtude cristã, recolhimento, desconfiança dos rapazes e dos elogios, e a mãe como confidente de todos os segredos; e vem acompanhada de conselhos de convivência e de críticas sociais, como a de que os maus escapam muitas vezes da justiça da terra, sobretudo quando têm dinheiro, e o conselho de ficar sempre do lado do oprimido.

O estudo, no livro, vem sempre junto com a virtude e com a modéstia, e as próprias máximas aconselham a filha a não querer brilhar.

É um livro de 1842 escrito por uma mãe para uma menina de doze anos, e é assim que ele deve ser lido: ele não fala de direitos políticos nem de trabalho da mulher fora de casa, embora a própria autora conte, na Prefação, que passa o dia nos trabalhos do seu colégio.

Essa é uma leitura nossa, apoiada no que o texto diz.

Contexto e recepção

A carta de abertura tem a data de 12 de janeiro de 1842, e a nota da segunda edição diz que os conselhos foram oferecidos à filha três anos antes da reimpressão; a segunda edição é de 1845.

A Fuvest dá a data de 1842 na lista.

Sobre como o livro foi recebido no seu tempo, este resumo não tem fonte conferida, e por isso não diz nada; a edição lida não traz prefácio nem comentário de outra pessoa.

Na mesma lista da Fuvest, a outra obra de Nísia Floresta é o Opúsculo Humanitário, de 1853, que é leitura obrigatória em 2026 e 2027; a partir de 2028, o lugar da autora na lista passa a ser deste livro.

Por que cai no vestibular

Segundo a página oficial da Fuvest, Conselhos à minha filha está na lista de leituras obrigatórias de 2028 e de 2029; não está nas listas de 2026 e 2027, em que a obra da autora é o Opúsculo Humanitário.

A lista da Fuvest de 2026 a 2028 é só de autoras, e a Fuvest explica a mudança pela necessidade de valorizar as mulheres como autoras; na mesma página, a presidente do Conselho Curador da Fuvest diz que "Muitas delas foram alvo de décadas de invisibilidade pelo fato de serem mulheres".

Pelas datas da própria página, este livro, de 1842, é a obra mais antiga das listas de 2028 e de 2029.

Segundo a página da Unicamp com as listas de 2027 a 2029, o livro não está entre as leituras obrigatórias do vestibular de 2027.

Para quem vai fazer a prova, as passagens que este resumo destaca servem de mapa: a defesa do estudo da menina, na página 16; as duas sortes de admiradores, nas páginas 27 a 29; a mãe como guia, na página 30; e as máximas XIV e XV, sobre o estudo, ao lado das XXXV e XXXVI, sobre a modéstia, e da XXII, sobre as leis.

Vale também ler o livro ao lado do Opúsculo Humanitário, que onze anos depois volta ao tema da educação da mulher.

Isso é uma sugestão de leitura nossa, e não uma previsão de questão.

Uma nota sobre o luto

A Prefação e os Conselhos falam muito de luto: a morte do pai da autora, a morte do marido, uma irmã que morreu cedo, e uma tristeza profunda depois da viuvez, de que a autora diz ter saído pelos filhos e pela ajuda da irmã.

O resumo conta isso como o livro conta, sem detalhes. Se essa leitura despertar sofrimento e você quiser conversar, o CVV oferece apoio emocional pelo telefone 188, de graça, a qualquer hora.

A edição

A edição lida é a segunda, de 1845, impressa no Rio de Janeiro pela Typ. Imp. de F. de Paula Brito, num exemplar digitalizado pelo Google Livros, com o livro inteiro visível; a data de 1845 está na folha de rosto e no fecho da última página.

Não achamos a primeira edição nas bibliotecas digitais que consultamos: na busca que fizemos na Biblioteca Brasiliana, da USP, localizamos a tradução italiana, Consigli a mia figlia, mas não uma edição em português.

Os trechos citados estão na grafia da edição ("mãy", "sciencias", "estylo", "alêm"), copiados um a um da imagem da página impressa; o espaço que a edição põe antes de ponto de exclamação, ponto de interrogação, ponto e vírgula e dois-pontos não foi reproduzido, e o apóstrofo tipográfico foi trocado pelo comum.

O texto digital que usamos para conferir é o reconhecimento automático de caracteres do próprio Google Livros, que tem erros de leitura e não leu a página 27 nem a maior parte dos versos. Ele serve para localizar cada trecho na página e conferir as letras, comparadas sem acento, sem pontuação e sem maiúsculas; os acentos e a pontuação vêm da imagem. Nas páginas que a leitura automática não leu, os trechos citados foram conferidos com uma segunda leitura da imagem, feita à parte por outro agente de inteligência artificial, sem acesso à primeira transcrição. A concordância entre as duas leituras ajuda a conferir; a imagem é a referência final.

Na última página, a margem da digitalização corta a primeira letra dos versos das máximas XXXIX e XL, e nenhum verso dessas duas foi citado.

Leia o livro inteiro, na segunda edição, de 1845, digitalizada pelo Google Livros. É dessa mesma edição que saem os trechos citados aqui, com a grafia dela. Conselhos à minha filha não está no acervo da Net Love. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Opúsculo Humanitário, Memórias de Martha, Nebulosas e Dom Casmurro.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o livro. A obra é de Nísia Floresta, que a assinou N. F. B. Augusta. Os trechos citados vêm da edição de 1845: os trechos em bloco saíram das páginas 22, 30, 34 e 35, todos conferidos no texto e na imagem da página impressa. As citações em bloco não trazem travessão.