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Inana e Enki: os poderes e o Barco do Céu

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304 palavras

A composição suméria Inana e Enki, identificada pela sigla ETCSL 1.3.1, apresenta muitas lacunas no texto original. O registro é fragmentário. Por essa razão, este verbete não resume o começo nem o fim do relato. No trecho legível, Inana decide viajar sozinha ao abzu de Enki em Eridu. Enki conhecia os poderes do céu e da terra. Ele soube da viagem antes de ela chegar a cerca de seis milhas da cidade, diz a tradução.

Enki mandou seu ministro Isimud recebê-la com honras à mesa de An. A recepção diante da Porta dos Leões teve bolo de manteiga, água fresca e cerveja. Enki e Inana beberam cerveja juntos no abzu em vasos de bronze. Eles fizeram uma competição de bebida. Enki deu à filha uma longa lista de poderes, os me. Inana repetiu tudo o que recebeu.

A embriaguez de Enki passou. Ele perguntou a Isimud pelos poderes sagrados. Ele mencionou o sacerdócio, a coroa, o trono e a realeza. A cada pergunta, Isimud respondeu que o senhor os dera à filha. Inana já juntara os poderes divinos. Ela embarcara no Barco do Céu. A embarcação já saíra do cais.

Enki enviou Isimud para tomar o Barco do Céu várias vezes seguidas. O deus mandou os enkum, cinquenta gigantes, as lahama, peixes e guardiões. Isimud afirmou que as palavras do pai não se desfazem. Inana perguntou se Enki jurara em falso por seu abzu. A ministra Ninshubur ajudou a deusa. Nos trechos legíveis, Inana recupera os poderes e o barco a cada vez.

Por fim, Ninshubur disse que Inana trouxe o Barco do Céu ao Portão da Alegria, em Uruk, local também chamado de Unug Kulaba. Haverá alegria na cidade. Inana respondeu que o barco passará pelas ruas com magnificência. O povo da cidade ficará cheio de temor. O restante da narrativa é fragmentário.

Veja também: Inanna desce ao mundo dos mortos; Ziusudra e o dilúvio sumério; Gilgámesh, o rei que procurou a vida sem fim.

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