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Filomena Borges, de Aluísio Azevedo: o resumo do romance da moça romântica e do construtor João Touro

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957 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 22 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Aluísio Azevedo. A obra é dele e está em domínio público. Este resumo não reproduz passagens do livro.

O livro

Filomena Borges é um romance de Aluísio Azevedo, de 1884 segundo a lista de obras do autor na Wikisource.

Tem 23 capítulos e é uma comédia de costumes do Rio de Janeiro do Segundo Reinado.

Conta, com ironia, como a vaidade e o gosto por romances podem arrastar um casal por meio mundo.

O noivo

Borges, chamado João Touro, é um construtor rico de Paquetá, de uns quarenta e poucos anos.

Herdou do pai português o ofício e vários prédios, tem força fora do comum e hábitos simples.

Seu melhor amigo é um cão grande, o Urso, e o outro é o Barroso, companheiro de infância.

Nunca amou, até que vê Filomena e se apaixona.

A noiva

Filomena é filha de D. Clementina, viúva de um conselheiro que gastou a fortuna e deixou dívidas.

É bonita, sonhadora e leitora de romances, e acha Borges um bruto.

A mãe a empurra para o casamento, explicando que um marido simples se faz e se molda.

O Barroso avisa Borges de que as duas querem o dinheiro dele, e os dois se afastam.

O ferrolho

Na noite do casamento, Filomena tranca a porta do quarto e o manda dormir na saleta.

Na manhã seguinte, diz que só se entregará quando ele a merecer, por dedicação.

Borges aceita e passa a cumprir provas: fumar charutos, mudar o cabelo e a roupa, aprender a valsar e decorar versos.

Os criados são trocados, e a casa vive em festa.

O teatro doméstico acaba mal: o galã Barradinhas tenta beijá-la nos bastidores, ela lhe dá uma bofetada, e Borges o persegue a bengaladas na frente da plateia.

Depois disso, Filomena manda o cão Urso embora, por achá-lo feio.

Exige também um título de nobreza, e o casal parte para a Europa.

A viagem

Lisboa, Espanha, Itália, Egito, Grécia, Índia e outros lugares: Filomena quer comoções e se decepciona com quase tudo, porque os livros prometiam mais.

Em Sevilha, exige ser raptada, e a fuga de coche, com tiros, touros e um estalajadeiro que toma Borges por chefe político, vira farsa.

Em ruínas perto de Córdoba, Filomena finalmente aceita o marido.

Borges, pelo caminho, vai se transformando num viajante elegante, mas continua sonhando com Paquetá.

O barão de Itassu

De volta ao Rio, Borges é barão de Itassu e vê a casa virar museu de luxo.

Dá um baile de máscaras, e Filomena descobre uma carta da viúva Perdigão.

Com ciúme, ela se disfarça, agride a viúva com um chicote e a expulsa.

Depois descobre que Borges esperava pedir dinheiro emprestado à viúva, e não namorá-la.

O ciúme leva Filomena a reconhecer que o ama.

Barroso se diz feliz no casamento, mas ele e Sabina vivem em conflito.

A ruína

Os negócios de Borges desmoronam: jornal, banco, teatros, uma empresa de carneiros que era golpe.

O casal vai a São Paulo, mora em hospedarias cada vez piores e empenha as joias.

Filomena sofre um aborto.

O Urso reaparece, e Borges, ao saber da desgraça, derruba um armário e briga com meia casa.

O circo e Paris

Um empresário italiano contrata os dois para um circo.

Filomena dança e canta, e vira sensação, e Borges luta com o cão disfarçado de fera.

Depois de excursões pelo Brasil e pelas Américas, os dois chegam a Paris, onde ela estreia no Cirque d'hiver.

Os disfarces do casal usam estereótipos sobre povos indígenas, comuns na época e hoje ofensivos.

A volta e a corte

Rica de novo, Filomena quer voltar ao Brasil com estardalhaço e exige que o marido vire um grande homem.

No Rio, a baronesa faz sucesso no teatro, e Borges, exausto, tenta recusar a política.

Em Petrópolis, dança diante do imperador Pedro II, que é padrinho dela, e Borges ganha um cargo no Paço.

Filomena vira uma influência nos pedidos e nomeações, e a imprensa faz sátiras.

A queda do ministério conservador, em janeiro de 1878, derruba o casal.

Paquetá

Borges pede demissão, e os dois vão para Paquetá.

Filomena, abatida pela melancolia, diz que o amou e que não lhe fez o bem que ele merecia.

Morre nos braços dele, e Borges enlouquece de dor.

O romance termina no cemitério da ilha, com uma sepultura de dois nomes e o velho Urso a vigiá-la.

O que o livro mostra

É uma sátira ao romantismo de folhetim e à ambição de títulos e favores.

O ciúme leva Filomena a reconhecer o amor por Borges, e Borges só quer o sossego que a mulher recusa.

O livro ri das duas figuras e também sente pena delas.

Há cenas de violência doméstica tratadas em tom de comédia, como as agressões entre Barroso e Sabina e a violência dela contra o filho, que hoje pedem leitura crítica.

A edição

Lemos os 23 capítulos na Wikisource em português, que indica como fonte a Biblioteca Nacional, setor de obras digitalizadas.

O enredo é do livro, e a interpretação e o contexto são da casa.

Leia o romance inteiro, na Wikisource em português. O acervo da Net Love tem este resumo, não o romance inteiro. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são O Cortiço, Casa de Pensão, O Mulato e Quincas Borba.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o romance. A obra é de Aluísio Azevedo. Este resumo não reproduz passagens do livro, nem em bloco nem entre aspas.