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Coração confiante

Cruz e Sousa

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14 versos

O coração que sente vai sozinho, 

Arrebatado, sem pavor, sem medo... 

Leva dentro de si raro segredo 

Que lhe serve de guia no Caminho. 

Vai no alvoroço, no celeste vinho 

Da luz os bosques acordando cedo, 

Quando de cada trêmulo arvoredo 

Parte o sonoro e matinal carinho. 

E o Coração vai nobre e vai confiante, 

Festivo como a flâmula radiante 

Agitada bizarra pelos ventos... 

Vai palpitando, ardente, emocionado 

O velho Coração arrebatado, 

Preso por loucos arrebatamentos! 

Na coleção Para quando o medo aperta, leitura 4 de 12
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O Rato de Biblioteca, Carl Spitzweg
O Rato de Biblioteca, Carl SpitzwegArte escolhida pelo tema poesia. Domínio público. Ver no Wikimedia Commons