Buscando a Christo novo
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A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrosanta descobertos,
Que, para receber-me, estaes abertos,
E, por não castigar-me, estaes cravados.
A vós, divinos olhos, eclypsados
De tanto sangue e lagrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estaes dispertos,
E, por não condemnar-me, estaes fechados.
A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me.
A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.
Para conferir
- Gregório de Matos, Obras de Gregorio de Mattos, volume I, Sacra, edição de Afrânio Peixoto (Rio de Janeiro, Academia Brasileira, Officina Industrial Graphica, 1929), coleção Classicos Brasileiros, Sonetos, III, p. 93: o texto do soneto na página impressa digitalizada (página 99 do arquivo), com a grafia da edição preservada.
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