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Alma mater


Alma da Dor, do Amor e da Bondade, 

Alma purificada no Infinito, 

Perdão santo de tudo o que é maldito, 

Harpa consoladora da Saudade! 

Das estrelas serena virgindade, 

Alma sem um soluço e sem um grito, 

Da alta Resignação, da alta Piedade! 

Tu, que as profundas lágrimas estancas 

E sabes levantar Imagens brancas 

No silencio e na sombra mais velada... 

Derrama os lírios, os teus lírios castos, 

Em jordões imortais, vastos e vastos, 

No fundo da minh'alma lacerada! 

Autor: Cruz e Souza

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