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A Mão e a Luva, de Machado de Assis: o resumo da moça que escolheu o homem forte novo

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3.159 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 4 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Machado de Assis. A obra é dele e está em domínio público no Brasil; o autor morreu em 1908. O texto que lemos e citamos é a transcrição da Wikisource em português, uma página para cada um dos dezenove capítulos, que diz ter obtido o texto do site Machado de Assis, da Universidade Federal de Santa Catarina. O livro mostra uma pessoa escravizada; a escravidão foi crime e violência contra pessoas, amparada pelas leis da época. Uma personagem pensa em tirar a própria vida; o resumo conta isso sem detalhe. Se você está sofrendo, o CVV atende pelo telefone 188, de graça, a qualquer hora. As figuras deste texto foram geradas por inteligência artificial em 2026.

A noite do desengano

O livro abre no Rio de Janeiro, em 1853, na casa de Luís Alves, na rua da Constituição.

Estevão chega às nove da noite dizendo que quer morrer.

Os dois estudam direito na academia de São Paulo, Luís Alves no quarto ano e Estevão no terceiro, e são amigos íntimos, apesar de muito diferentes.

Luís Alves via bem com os olhos da cara. Não era mau rapaz, mas tinha o seu grão de egoísmo, e se não era incapaz de afeição, sabia regê-las, moderá-las, e sobretudo guiá-las ao seu próprio interesse.

A Mão e a Luva, capítulo 1

A moça de Estevão é Guiomar, de dezessete anos, aluna-professora no colégio da tia dele, na rua dos Inválidos.

Em seis meses, ele não ganhou dela mais que alguns olhares e uma flor murcha que pediu.

Naquela tarde, quando pediu que ela lhe escrevesse uma vez, Guiomar respondeu, saindo da sala: "Esqueça-se disso."

Luís Alves segura o amigo em casa a noite inteira, entre choro e riso, e, depois que os dois acordam ao meio-dia e almoçam, lhe dá um conselho: o amor é uma carta, e quem chegou ao fim deve guardá-la na gaveta e não ir ver se ela tem um "post scriptum".

Estevão volta para São Paulo com os olhos enxutos.

Dois anos depois, do outro lado da cerca

No capítulo 2, um mês em São Paulo basta para Estevão esquecer a paixão.

Dois anos depois, já bacharel, ele advoga no Rio com Luís Alves e passa as noites no teatro lírico, torcendo pela cantora Lagrua.

Luís Alves, que perdeu a mãe alguns meses antes, mora agora em Botafogo, e na saída do teatro cumprimenta uma moça que diz ser apenas "uma vizinha".

Estevão dorme na casa do amigo e, de manhã cedo, vai ao jardim, onde um escravizado lhe leva o café.

Do outro lado da cerca, na chácara vizinha, sai da casa e passeia um roupão.

No capítulo 3, ele vê que é uma moça, de roupão branco, lendo um livro, e a reconhece e diz baixinho: "Guiomar!"

Ela se assusta, perdoa, e os dois conversam quase uma hora.

A tia de Estevão morreu; Guiomar deixou o colégio a convite da baronesa, sua madrinha, dona da casa grande vizinha.

Ela é polida, tranquila e fria.

Não era ela uma dessas belezas que, ao mesmo tempo que subjugam o coração, acendem os sentidos; falava à inteligência primeiro do que ao coração, tanto a arte parecia haver colaborado com a natureza naquela criatura, meia estátua e meia mulher.

A Mão e a Luva, capítulo 3

Estevão sai dali com uma pergunta: "Entro num drama ou saio de uma comédia?"

Quem é Guiomar

O capítulo 4 apresenta a casa.

A baronesa é uma viúva de cinquenta anos, boa e sem astúcia, que perdeu a filha, Henriqueta.

Mrs. Oswald é uma inglesa viúva, sua dama de companhia, inteligente e sagaz.

A baronesa confessa à inglesa que tem um sonho, o mais belo da velhice, e que agora teme um obstáculo: o rapaz da cerca.

O capítulo 5 volta ao passado de Guiomar.

Ela é filha de um funcionário pobre, que morreu quando ela tinha sete anos; a mãe a criou sozinha e lhe ensinou o que sabia.

Aos dez anos, por uma fenda no muro do quintal, a menina viu passar na chácara vizinha um grupo de moças bonitas e cheias de joias, e recolheu-se pensativa; ao ver a tristeza da mãe, dominou-se e voltou a mostrar alegria.

Aos treze, perdeu a mãe; a madrinha já a tinha posto num colégio.

Aos dezesseis, passou ao colégio da tia de Estevão e disse à baronesa que queria ser professora, para "ganhar o pão".

Pouco depois, Henriqueta morreu de repente, e Guiomar consolou a madrinha com tanta dedicação que a baronesa a levou para casa como filha.

Ninguém adivinharia nas maneiras finamente elegantes daquela moça, a origem mediana que ela tivera; a borboleta fazia esquecer a crisálida.

A Mão e a Luva, capítulo 5

Estevão volta a amar

No capítulo 6, Estevão percebe que a velha carta tinha, sim, um "post scriptum": está apaixonado de novo.

Ele procura Guiomar no teatro, e ela desvia os olhos; na saída, quem dá o braço à baronesa é um moço de vinte e cinco anos, elegante e afetado.

Estevão pede ao amigo que o leve à casa da baronesa.

Luís Alves, que está à espera do resultado de uma eleição, oferece antes uma viagem ou um lugar de juiz municipal, diz que os dois não nasceram um para o outro e confessa que ele mesmo já tentou namorar Guiomar por pouco mais de vinte e quatro horas, sem que ela lhe desse atenção.

Por fim, passa a Estevão a causa que a baronesa queria lhe confiar, e o apresenta como advogado.

A baronesa o recebe bem; Guiomar mal o cumprimenta.

Mrs. Oswald nota a paixão dele, e quando diz à moça que pode jurar que ela não ama ninguém, ouve: "Pois estou, mas de mim mesma."

Mrs. Oswald e o sobrinho

No capítulo 7, Mrs. Oswald fala de uma "aliança tão conveniente" e brinca com a cerca, e Guiomar se ofende; o que a irrita é a pessoa que fala, que ela, na sua altivez, tem por inferior naquela casa.

A inglesa aconselha a moça a não sonhar demais. Guiomar responde que "os sonhos são tão bons!" e, sozinha, murmura: "Sonhos, não, realidade pura."

O candidato da inglesa é o moço do teatro, Jorge, sobrinho da baronesa, de vinte e cinco ou vinte e seis anos, de bigode retesado e fala vagarosa.

ele, porém, preferia vegetar à toa, vivendo do pecúlio que dos pais herdara e das esperanças que tinha na afeição da baronesa. Não se lhe conhecia outra ocupação.

A Mão e a Luva, capítulo 7

O narrador lhe dá também qualidades: é generoso, incapaz de fazer mal e ama a tia.

O sonho da baronesa é casar os dois.

Em duas semanas, a baronesa simpatiza com Estevão, que se acha perto da vitória.

A declaração e a carta

No capítulo 8, num jantar na casa da baronesa, Estevão volta à cerca, e Guiomar passa por ali.

Ele se declara, conta tudo o que sofreu, e ela responde que pode lhe dar estima e nada mais.

O conselho dela é duro: "seja homem, vença-se a si próprio".

A baronesa vê os dois de longe, nota o rosto abatido de Estevão e chama o sobrinho para conversar.

No capítulo 9, ela diz a Jorge que sonha vê-lo casado com Guiomar.

Jorge escreve uma carta de amor e a deixa, como marcador, no romance francês que Guiomar leva para o quarto.

No capítulo 10, Guiomar lê a carta duas vezes e continua fria.

Mrs. Oswald aparece à porta do quarto; a moça a acusa de estar por trás daquilo e pede que ela desanime Jorge.

A inglesa então conta, em segredo, que o casamento é o maior desejo da baronesa, e lhe atribui a frase: "Há de ser a minha campanha."

Sozinha, Guiomar suspira pela primeira vez: "Oh meus sonhos! meus sonhos!"

Não chorou; a alma dela era das que não têm lágrimas, enquanto lhe restam forças.

A Mão e a Luva, capítulo 10

A viagem a Cantagalo

No capítulo 11, Estevão passa seis dias sozinho, pensando em morrer e em fugir da cidade.

Uma carta da baronesa o chama para falar da causa, e ela conta que a família vai para a roça.

Na saída, ele ajuda Guiomar a descer do carro, e um sorriso dela basta para reacender a esperança.

Luís Alves promete descobrir se ela o ama, com a condição de que Estevão desista dela, e, sozinho, conclui em voz alta: "Não há dúvida; é uma ambiciosa."

No capítulo 12, Jorge procura Luís Alves e propõe uma "conjuração" para impedir a viagem: a baronesa prometeu passar uma temporada na fazenda de um comendador em Cantagalo.

Na casa da baronesa, todos pedem que ela fique, até que Guiomar defende a viagem, e a madrinha decide ir.

Jorge anuncia que vai junto, e Guiomar morde o lábio de despeito; só Luís Alves percebe.

Ele se aproxima dela na janela e diz baixinho que se encarrega de salvar o resto.

No capítulo 13, quando ela o olha pedindo explicação, ele desconversa e termina dizendo que a admira: "a senhora tem uma alma grande e nobre, e que eu a admiro!"

O narrador conta então o que a baronesa não sabia: da carta de Jorge ela não soube, e Mrs. Oswald inventou a frase da "campanha".

Quando Jorge pede uma resposta, Guiomar diz apenas: "Nem uma nem outra coisa."

O capítulo mostra como ela vê os dois pretendentes.

ela sentia que Estevão pertencia à falange dos tíbios, Jorge à tribo dos incapazes, duas classes de homens que não tinham com ela nenhuma afinidade eletiva.

A Mão e a Luva, capítulo 13

Ela queria um homem que, ao pé de um coração juvenil e capaz de amar, sentisse dentro em si a força bastante para subi-la aonde a vissem todos os olhos.

A Mão e a Luva, capítulo 13
Quem é quem em A Mão e a Luva. Guiomar, afilhada da baronesa, órfã de família pobre, que quer subir na vida. A baronesa, viúva de cinquenta anos que perdeu a filha Henriqueta, acolheu Guiomar em casa e passou a tratá-la como filha. Mrs. Oswald, a inglesa, dama de companhia da baronesa, que trabalha pelo casamento de Guiomar com Jorge. Estevão, o bacharel sentimental, que se apaixonou por Guiomar quando ela estava no colégio da tia dele e volta a amá-la no reencontro. Jorge, o sobrinho da baronesa, vaidoso, que vive da herança dos pais e das esperanças na tia. Luís Alves, o advogado vizinho, amigo de Estevão, resoluto e ambicioso, que é eleito deputado. Henriqueta, a filha da baronesa, morta de repente, cujo lugar Guiomar ocupa na casa. A baronesa não tem nome no livro.
Quem é quem em A Mão e a Luva. Infográfico desenhado para este texto e gerado por inteligência artificial em 2026. Não é imagem de acervo nem de domínio público.

O piano

O capítulo 14 revela que a viagem foi ideia de Guiomar, para fugir de Jorge.

Mas Jorge, aconselhado por Mrs. Oswald, resolve ir, pensando também na herança da tia.

Luís Alves insiste em todas as conversas que a baronesa fique, até que chega a notícia de que o cólera apareceu em Cantagalo, e a viagem se desfaz.

Naquela noite, Guiomar toca piano, e Luís Alves pede um trecho de Bellini.

Ela pergunta se era vontade dele que a viagem não saísse, e ele responde que era necessidade, "porque a amo".

Guiomar se levanta de um salto, e os outros se surpreendem; Luís Alves disfarça o motivo fingindo consertar o banco do piano.

No dia seguinte, Estevão pergunta ao amigo por Guiomar, e Luís Alves responde que ele não deve perder todas as esperanças.

Luís Alves deputado

No capítulo 15, Luís Alves passa três dias sem aparecer, por cálculo.

Chega a notícia da eleição: ele é deputado.

Estevão o felicita e suspira que também podia ser.

Na casa da baronesa, Luís Alves pergunta duas vezes a Guiomar: "Perdoou-me?"

Da terceira vez, numa tarde em que a encontra sozinha, ela responde com um gesto: estende-lhe a mão.

Ele não aceita a decisão de um instante: pede que ela o conheça primeiro e que, no dia em que o julgar digno de ser seu marido, o diga.

Podia dar-lhe Luís Alves este gênero de amor? Podia; ela sentiu que podia. As duas ambições tinham-se adivinhado desde que a intimidade as reuniu.

A Mão e a Luva, capítulo 15

Mrs. Oswald percebe o que se passa e convence Jorge a pedir a mão de Guiomar diante da baronesa, contando com a gratidão da moça.

Jorge faz o pedido naquela noite.

A baronesa diz que não se opõe e que espera a resposta da afilhada, e Guiomar responde só: "Refletirei".

A noite do bilhete

No capítulo 16, na mesma noite, Estevão bate à porta de Luís Alves à meia-noite.

O amigo lhe diz que não há esperança, porque Guiomar ama outro.

Estevão chora, mas a dor já não se mostra como dois anos antes.

Sobre Luís Alves, que foi à janela, o narrador observa:

Não era corrupto nem perverso; também não se pode dizer que fosse dedicado nem cavalheiresco; era, ao cabo de tudo, um homem friamente ambicioso.

A Mão e a Luva, capítulo 16

Da janela da casa vizinha cai aos pés de Luís Alves um papel.

Ele o lê, guarda no bolso e conta a Estevão a verdade inteira: o outro é ele.

Estevão não diz uma palavra, não aperta a mão estendida e vai embora.

No capítulo 17, o leitor sabe o que dizia o papel: "Peça-me".

Depois do pedido de Jorge, Guiomar se sentiu humilhada, tratada como quem só pode obedecer: "forçar-me, reduzir-me à condição de simples serva, nunca", murmurou.

Depois a raiva passou, ela se lembrou da ternura da madrinha e lutou entre a gratidão e o amor; escolheu o homem que lhe fala ao coração e preferiu que fosse ele a falar à baronesa.

Só então escreveu o bilhete e o jogou da janela.

No dia seguinte, a baronesa recebe a carta em que Luís Alves pede a mão da afilhada.

Mrs. Oswald vai buscar Guiomar e lhe diz, com a voz mais doce: "Toda a felicidade desta casa está em suas mãos."

A escolha

No capítulo 18, a baronesa manda Mrs. Oswald sair da sala, e Guiomar, sentada aos pés dela, a chama pela primeira vez de "Mamãe!"

A madrinha mostra a carta de Luís Alves e diz que, dos dois, prefere Jorge, mas que a escolha é dela, com plena liberdade.

Guiomar lamenta não terem se entendido antes, sem um espírito importuno no meio.

Quando a baronesa pergunta qual dos dois ela escolhe, Guiomar responde: "Escolho... o Sr. Jorge".

A madrinha não acredita, vê que ela ama o outro, e decide por ela: "Escolhes o outro? Pois casarás com ele."

O narrador explica o gesto.

ela compreendia já que as aparências de um sacrifício valem mais, muita vez, do que o próprio sacrifício.

A Mão e a Luva, capítulo 18

Jorge sente o golpe pouco, culpa Mrs. Oswald por não ter mostrado "calor suficiente", e a baronesa recebe Luís Alves com o melhor sorriso.

Os três pretendentes de Guiomar. Estevão, paixão e lágrimas: declara-se na cerca e ouve que terá só estima (capítulo 8); para Guiomar, é da falange dos tíbios, alma ardente nascida para desejar e não para vencer (capítulo 13); no fim, some na multidão (capítulo 19). Jorge, amor medido: escreve uma carta e, por conselho de Mrs. Oswald, pede a mão dela diante da baronesa (capítulos 9 e 15); para Guiomar, é da tribo dos incapazes e lhe causa tédio (capítulo 13); no fim, sente pouco o golpe (capítulo 18). Luís Alves, ambição e vontade: diz ao piano que a ama, espera que ela o julgue digno e pede a mão por carta depois do bilhete Peça-me (capítulos 14 a 17); Guiomar vê nele o homem forte, que pode levá-la aonde todos a vejam (capítulos 13 e 19); no fim, casa com ela (capítulo 19).
Os três pretendentes de Guiomar. Infográfico desenhado para este texto e gerado por inteligência artificial em 2026. Não é imagem de acervo nem de domínio público.

O casamento e Estevão

No capítulo 19, o casamento é marcado para dois meses depois.

Guiomar previne o noivo de que é "muito senhora da minha vontade", altiva e às vezes caprichosa; ele responde que são qualidades excelentes.

Na manhã do casamento, por acaso, ela veste o mesmo roupão do dia em que Estevão a viu na cerca, e não se lembra dele.

A felicidade é isto mesmo; raro lhe sobra memória para as dores alheias.

A Mão e a Luva, capítulo 19

A baronesa chora ao ver a afilhada casada, e Mrs. Oswald a felicita com exagero.

Naquela noite, Estevão vai sozinho à praia, diante da casa iluminada, e chora.

Ele chega a pensar em tirar a própria vida ali, mas não o faz e volta para casa.

Com os anos, some na multidão, e o livro diz que não se sabe o que foi feito dele.

Um mês depois do casamento, Guiomar conta ao marido que, no tempo do namoro, viu nele um homem resoluto.

Ele acrescenta que é ambicioso e que conta com ela como uma força nova; ela pergunta, brincando, o que ganha em troca, e ele responde: "O lustre do meu nome".

Guiomar, que estava de pé defronte dele, com as mãos presas nas suas, deixou-se cair lentamente sobre os joelhos do marido, e as duas ambições trocaram o ósculo fraternal. Ajustavam-se ambas, como se aquela luva tivesse sido feita para aquela mão.

A Mão e a Luva, capítulo 19
O caminho até a escolha, em oito passos. Em 1853, Guiomar, aos 17 anos, diz a Estevão Esqueça-se disso (capítulo 1). Dois anos depois, o encontro na cerca da chácara de Botafogo (capítulo 3). Estevão se declara e é recusado (capítulo 8). Jorge escreve a carta e Mrs. Oswald fala do desejo da baronesa (capítulos 9 e 10). O cólera desfaz a viagem a Cantagalo e Luís Alves diz que a ama (capítulo 14). Jorge pede a mão de Guiomar diante da baronesa, e ela responde que vai refletir (capítulo 15). O bilhete Peça-me cai da janela e Luís Alves pede a mão por carta (capítulos 16 e 17). A baronesa dá a Guiomar a liberdade de escolher, e ela casa com Luís Alves (capítulos 18 e 19).
O caminho até a escolha, do capítulo 1 ao 19. Infográfico desenhado para este texto e gerado por inteligência artificial em 2026. Não é imagem de acervo nem de domínio público.

Uma nota sobre o livro

Numa advertência de 1874, Machado diz que a novela saiu capítulo a capítulo, sob as urgências da publicação diária, e que o seu objetivo principal era desenhar os caracteres, sobretudo o de Guiomar.

Na reimpressão, mais de trinta anos depois, uma nova advertência diz que o autor só emendou erros, corrigiu a ortografia e cortou umas quinze linhas: "Vai como saiu em 1874."

O livro saiu em folhetim num jornal e em livro no mesmo ano de 1874; os detalhes da publicação não estão no texto da transcrição.

As opiniões sobre as mulheres e sobre os leitores são do narrador, que conversa com quem lê, e o desprezo de Guiomar por Mrs. Oswald, que ela vê como inferior e mercenária, é da personagem.

No jardim de Luís Alves, quem leva o café a Estevão é um homem escravizado, que o livro não nomeia; a escravidão foi crime, e o resumo o diz.

Machado de Assis tem outros livros na série: Helena, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Memorial de Aires.

A transcrição

A Wikisource em português traz o romance numa página por capítulo e diz ter obtido o texto do site Machado de Assis, da Universidade Federal de Santa Catarina.

A página principal da obra mostra a folha de rosto da edição de 1874, da Tipografia do Globo, no Rio de Janeiro, mas o texto dos capítulos está em grafia atualizada, de antes da reforma de 1990, com trema ("tranqüila").

Não comparamos a transcrição com o impresso de 1874 nem com a reimpressão.

A transcrição tem alguns erros de digitação, e nós não os corrigimos.

Leia o romance inteiro, na Wikisource em português, que diz ter obtido o texto do site Machado de Assis, da Universidade Federal de Santa Catarina. É dessa mesma transcrição que saem os trechos citados aqui, com a grafia dela. A Mão e a Luva não está no acervo da Net Love. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Helena, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Memorial de Aires.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o livro. A obra é de Machado de Assis. Os trechos citados vêm da transcrição da Wikisource em português, obtida do site Machado de Assis, da Universidade Federal de Santa Catarina: os trechos em bloco saíram dos capítulos 1, 3, 5, 7, 10, 13, 15, 16, 18 e 19, e as citações curtas entre aspas, também conferidas no texto, vêm também dos capítulos 2, 6, 8, 11, 12, 14 e 17 e da Advertência de 1907. As citações não trazem travessão de diálogo.