Um Apólogo, de Machado de Assis: o resumo do conto da agulha e da linha novo
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Resumo escrito para o acervo Net Love em 8 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Machado de Assis. A obra é dele e está em domínio público no Brasil. O texto que lemos e citamos é o do livro Várias Histórias, da casa Laemmert, de 1896, nas páginas 253 a 257, e cada trecho citado foi copiado da imagem da página impressa. O conto tem só cinco páginas; por isso citamos pouco, e vale a pena lê-lo inteiro.
A discussão
Um apólogo é uma pequena história com objetos ou animais que falam, e que termina numa lição.
Neste, uma agulha implica com um novelo de linha: acha a linha cheia de si.
A linha responde que tem motivo para ter orgulho, porque é ela que cose os vestidos da patroa.
A agulha diz que quem cose é ela, que vai na frente furando o pano.
A linha responde que a agulha só abre o caminho, num papel subalterno, e que quem prende e une as partes é a linha.
O baile
A discussão acontece na casa de uma baronesa, que tem a costureira perto de si.
A costureira passa quatro dias costurando o vestido de baile, e a linha trabalha calada, enchendo cada buraco que a agulha abre.
Na noite do baile, a linha vai no vestido da baronesa, e a agulha, como a linha faz questão de lembrar, vai voltar para a caixinha da costureira.
A linha ainda pergunta, para zombar, quem é que vai dançar com ministros e diplomatas.
Um alfinete de cabeça grande e muita experiência aconselha a agulha a fazer como ele, que não abre caminho para ninguém.
Onde me espetam, fico.
Um Apólogo, em Várias Histórias, página 257
O fim
O narrador conta que repetiu a história a um professor de melancolia, que respondeu, balançando a cabeça: "Tambem eu tenho servido de agulha a muita linha ordinaria".
Uma leitura do conto
Nesta leitura, o conto fala de quem faz o trabalho e de quem fica com o brilho.
A última frase, do professor de melancolia, transforma a briga entre objetos numa queixa de gente.
A edição
O conto está no livro Várias Histórias, de Machado de Assis, Rio de Janeiro e São Paulo, Laemmert & C., Editores, 1896, ano impresso na folha de rosto, com o título impresso Um apologo.
Lemos o conto nas imagens dessa edição digitalizadas pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (USP), no Wikimedia Commons, e cada trecho citado foi copiado da imagem da página.
A transcrição da Wikisource que acompanha essas imagens tem a grafia atualizada e está marcada como não revisada, por isso não citamos dela.
A nota da Wikisource diz que o conto saiu antes no jornal Gazeta de Notícias, em 1885; não conferimos essa primeira publicação.
Leia o conto inteiro, na Wikisource em português, que mostra a transcrição ao lado das imagens da edição de Várias Histórias. A transcrição de lá tem a grafia atualizada e ainda não foi revista; os trechos citados aqui foram copiados das imagens das páginas, com a grafia da edição. O acervo da Net Love tem este resumo, não o conto inteiro. A obra está em domínio público no Brasil.
Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Missa do Galo, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e O Alienista.
Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o conto. A obra é de Machado de Assis. Os trechos citados vêm de Várias Histórias, Laemmert, 1896: os trechos em bloco saíram da página 257, de onde vem também a citação curta entre aspas, todos copiados da imagem da página e conferidos no texto reconhecido por máquina. As citações em bloco não trazem travessão de diálogo.
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