Til, de José de Alencar: o resumo do romance da menina que escolheu ficar novo
Resumo escrito para o acervo Net Love em 30 de setembro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de José de Alencar. A obra é dele, saiu em 1872, e está em domínio público no Brasil desde 1º de janeiro de 1948, setenta anos contados do primeiro dia do ano seguinte à morte do autor, em 1877, como manda o artigo 41 da Lei 9.610 de 1998. O texto que lemos e citamos é a transcrição da Wikisource em português, uma página para cada capítulo das quatro partes, que a página-índice diz ter como referência a edição de 1977 da José Olympio com o MEC. A grafia é a da transcrição, e nós não mexemos em nada. Na fazenda do livro há pessoas escravizadas; a escravidão foi crime e violência contra pessoas, amparada pelas leis da época. O romance tem mortes violentas e um abuso no passado; o resumo conta o que acontece sem descrever. As figuras deste texto foram geradas por inteligência artificial em 2026.
Dois jovens na mata
O livro começa com dois jovens correndo pelo campo.
Eram dous, ele e ela, ambos na flor da beleza e da mocidade.
Til, parte 1, capítulo 1
Ela é Berta, que também é chamada de Inhá.
Ele é Miguel, filho de nhá Tudinha, uma viúva pobre.
Berta foi criada por nhá Tudinha como filha, e ninguém conta a ela de onde veio.
No caminho, os dois cruzam com Jão Fera, um capanga temido na região, que também é chamado de Bugre.
Miguel tem medo dele.
Berta tem pena, e o capanga, que não obedece a ninguém, obedece a ela.
A Fazenda das Palmas
Cerca de uma légua abaixo da confluência do Atibaia com o Piracicaba, e à margem deste último rio, estava situada a Fazenda das Palmas.
Til, parte 1, capítulo 4
O dono é Luís Galvão, casado com D. Ermelinda.
Os filhos são gêmeos: Linda e Afonso.
Linda gosta de Miguel, e Miguel, no começo, gosta mais de Berta.
Na casa vive também Brás, sobrinho órfão de Luís Galvão, que o livro chama de idiota.
Brás não fala direito, não aprende na escola e tem crises.
Só Berta consegue chegar perto dele.
O til
Na escola, Brás não aprende nem as primeiras letras.
O único sinal que chama a atenção dele é o til.
Berta aproveita isso e muda o próprio nome para ele: "Não me chamo mais Berta; meu nome agora é Til."
Assim em torno dela, que era o til, Berta foi engenhosamente agrupando todas as letras do alfabeto, com os nomes das pessoas e objetos que a cercavam.
Til, parte 2, capítulo 11
Perto dali há uma casa em ruínas, a tapera, onde vive Zana, uma mulher negra que perdeu o juízo.
Berta visita Zana, e ninguém quer contar a ela a história daquela casa.

Jão Fera e o forasteiro
Um forasteiro que diz se chamar Barroso contrata Jão Fera para uma morte de encomenda.
Jão Fera aceita, mas demora.
Mais tarde, ele devolve o dinheiro e desfaz o trato.
Ele sente aversão por aquele homem, sem saber por quê.
O passado
A terceira parte do livro volta no tempo.
Em 1826, a mais bonita moça que havia nas vizinhanças de Santa Bárbara, era Besita.
Til, parte 3, capítulo 1
Luís Galvão, então com vinte anos, era um dos rapazes que rondavam a casa dela.
Jão, que ainda não era Jão Fera, era camarada de Luís Galvão e amava Besita em silêncio.
Besita se casa com outro homem, o Ribeiro, que logo a deixa sozinha.
Numa noite, dois meses depois do casamento, Besita é enganada no escuro: ela pensa que quem entra é o marido, e é Luís Galvão.
Mais de um ano depois de o marido partir, nasce uma menina, e Jão a leva para ser batizada com o nome da mãe, Berta.
Na mesma igreja, naquele dia, Luís Galvão se casava com D. Ermelinda.
Depois, o Ribeiro volta e mata Besita.
Jão chega tarde para salvá-la, mas salva a menina, que Zana apertava nos braços.
O Ribeiro foge.
Anos mais tarde, ele volta a São Paulo com o rosto mudado, e em Portugal o chamavam de Barroso.
Barroso, o forasteiro que contratou Jão Fera, é o Ribeiro, e nenhum dos dois reconhece o outro.

O segredo aparece
A vingança do Ribeiro contra Luís Galvão é marcada para a noite de São João, nas Palmas, com um incêndio no canavial.
Nessa noite, Jão Fera mata três cúmplices do Ribeiro, que escapa.
Três dias depois, quando o Ribeiro chega perto de Berta, Jão o reconhece e o mata.
O livro conta essas mortes com detalhe; o resumo não.
D. Ermelinda afasta Linda de Miguel e diz a ele que Linda não pode ser dele.
Zana, na beira da estrada, confunde Afonso com o Luís Galvão de antes e pede que não faça mal à "Nhazinha", como se o passado fosse agora.
Luís Galvão leva D. Ermelinda até a tapera e confessa a ela o que fez a Besita.
O fim
Berta fica sabendo que Luís Galvão é o pai dela.
Ela não aceita: "meu pai é Jão".
Luís Galvão quer levá-la para casa, e D. Ermelinda aceita recebê-la.
Berta pede outra coisa: que o lugar dela seja de Miguel, que gosta tanto de Linda.
Fica combinado que Miguel vai estudar em São Paulo e, dois anos depois, vai casar com Linda.
Na véspera da partida, Miguel pede a Berta que vá junto.
Ela quase vai, e então Brás tem uma crise.
Berta volta para ele: "Meu lugar é aqui, onde todos sofrem."
E diz a Brás: "Eu sou Til!... Til só!..."
Jão Fera, que agora trabalha a terra com a enxada, ouve dela: "Vai trabalhar, Jão!..."
No fim da tarde, Berta reza a ave-maria com "o idiota, a louca e o facínora remido" ajoelhados perto dela.
Como as flores que nascem nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria, que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça.
Til, parte 4, capítulo 16

Uma nota sobre 1872
Til é um dos romances regionais de Alencar e se passa no interior de São Paulo.
As palavras que o livro usa para Brás, Zana e Jão ("idiota", "louca", "facínora") são do tempo e das pessoas do livro; o resumo não toma essas opiniões como fato.
A mesma coisa vale para as ideias de honra e de castigo das personagens.
Esta nota foi escrita aqui e não cita nenhum crítico.
A transcrição
A transcrição da Wikisource tem quatro partes, com quinze, dezesseis, quinze e dezesseis capítulos.
Ela traz notas de rodapé e algumas palavras coladas, como "almasóror" na última linha, e nós não mexemos nelas.
Leia o romance inteiro, na transcrição publicada pela Wikisource em português, com os capítulos das quatro partes em páginas separadas. É dessa mesma transcrição que saem os trechos citados aqui, com a grafia dela. Til não está no acervo da Net Love. A obra está em domínio público no Brasil desde 1948.
Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Iracema, O Guarani, Senhora, Lucíola e Helena.
Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o livro. A obra é de José de Alencar. Os trechos citados vêm da transcrição da Wikisource em português. A grafia da fonte não foi atualizada. As citações não trazem travessão de diálogo, e nenhuma descreve as mortes do livro. A nota sobre 1872 foi escrita aqui e não cita nenhum crítico.
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