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O Tronco do Ipê, de José de Alencar: o resumo do romance de Mário, Alice e o segredo do boqueirão

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1.046 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 22 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de José de Alencar. A obra é dele e está em domínio público. Este resumo não reproduz passagens do livro e cita de passagem a escravidão, o risco de afogamento de uma criança e tentativas de suicídio, sem detalhes. Se você estiver passando por um momento difícil, o CVV atende pelo 188, de graça, a qualquer hora.

O livro

O Tronco do Ipê é um romance de José de Alencar, publicado em 1871, segundo a Wikipédia em português.

A história se passa numa fazenda do vale do Paraíba, no interior fluminense, e a Wikisource a divide em duas partes, de 19 e 20 capítulos.

A abertura é de um narrador que, anos depois, vê a fazenda em ruínas e encontra um velho preto ao pé do tronco de um ipê.

A fazenda do Boqueirão

A ação começa em 15 de janeiro de 1850, na fazenda de Nossa Senhora do Boqueirão, do Barão da Espera.

Na casa vivem a baronesa, a filha deles, Alice, e Mário, filho do falecido José Figueira, amigo do barão.

Mário tem quinze anos, é pobre e orgulhoso, e vive à custa do barão com a mãe, D. Francisca, que está doente.

Alice tem uns doze anos, é vivaz e gosta de Mário, que quase sempre a trata com desdém.

Está também na fazenda Adélia, afilhada do barão, que vem da corte.

A cabana e a lagoa

Perto da casa, num rochedo, vivem o preto Benedito, tido por feiticeiro, e a mulher, Chica, que criou a mãe de Alice.

Ali perto fica uma lagoa com um redemoinho, o boqueirão, onde morreu José Figueira, onze anos antes, numa noite de 15 de janeiro.

Há também um tronco de ipê cheio de cruzes, que Benedito visita.

O dia do redemoinho

Alice, curiosa, vai sozinha até a beira da lagoa e cai no redemoinho.

Mário, que pensava no pai, vê a cena e mergulha para salvá-la.

Com a ajuda de Benedito, que se estende sobre as águas, ele a leva à pedra.

Ela parece morta, mas Mário a reanima com a respiração boca a boca, que aprendeu na barca de socorro da fazenda.

O barão, grato, faz um juramento à memória do amigo e promete cuidar do futuro de Mário.

A volta de Mário

Mário vai estudar na corte e depois em Paris, e a mãe morre nesse tempo.

Anos depois, no Natal de 1856, ele volta formado em engenharia.

A fazenda se prepara para a festa, com o auto do Natal, a missa do galo e o batuque dos escravizados.

Alice, de dezoito anos, espera por ele, e os dois se reaproximam.

Mas Mário, agora, trata Alice com frieza, e cresce nele a suspeita de que o barão tem ligação com a morte do pai.

A família e os hóspedes

A casa está cheia de hóspedes e agregados, que dão ao livro o lado cômico.

O Conselheiro Lopes é o político, e o Sr. Domingos Pais, o compadre da casa, passa por vários vexames.

D. Alina, viúva do comendador antigo dono da fazenda, quer o dinheiro do barão para o filho Lúcio.

Lúcio e Frederico disputam Adélia, e há ainda conversas sobre casar Alice com um deles.

O pedido e a recusa

Alice entrega a Mário a caixa de joias de D. Francisca, e ele acha dentro um papel antigo do pai.

O barão pede a Mário que se case com Alice, para cumprir a promessa que fez a José Figueira.

Mário recusa, diz que é impossível e não explica.

De madrugada, deixa uma carta ao barão, despede-se de Alice no túmulo da mãe e parte.

O segredo

Benedito conta a Mário o que viu na noite da morte de José Figueira.

O comendador, manipulado por D. Alina, forjou dívidas para deserdar o filho, mas se arrependeu e passou os papéis ao amigo Freitas, o futuro barão.

José Figueira caiu na lagoa, e o barão, que estava na beira, soltou a mão dele em vez de salvá-lo.

O barão, depois, enriqueceu com a fazenda e quis reparar o mal casando a filha com o filho do amigo.

O desfecho

O barão, arrependido, escreve uma carta de confissão, deixa um testamento e uma escrituração para Mário, e tenta pôr fim à vida na lagoa.

Mário e Benedito o salvam, e Mário queima os papéis.

Alice desconfia do mistério, e Mário diz a ela que foi ele quem se atirou na água e o barão o salvou.

O segredo fica entre os três homens, e Mário e Alice se casam um mês depois, na capela da fazenda, e vão morar na corte.

O barão dota Adélia para casar com Lúcio, e o romance resolve os outros personagens com humor.

A fazenda decai, Benedito e Chica são libertados, e Chica, num delírio de febre, morre na lagoa.

O que o livro mostra

É um romance regionalista de Alencar, com costumes da fazenda de café, festas religiosas, lendas e superstições.

O centro é o conflito de Mário entre o amor por Alice e a suspeita de que o pai dela causou a morte do seu e se beneficiou da ruína da família.

O romance naturaliza a ordem escravista da fazenda, embora Mário critique o tráfico, e os escravizados, como Benedito e Chica, são retratados com o olhar do autor e de sua época.

Vale ler com olhar crítico para esse ponto e para o modo como o livro trata o suicídio.

A edição

Lemos as duas partes na Wikisource em português, os 39 capítulos, e conferimos cada fato citado.

O enredo é do livro, e a interpretação e o contexto são da casa.

Leia o romance inteiro, na Wikisource em português. O acervo da Net Love tem este resumo, não o romance inteiro. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Senhora, Diva, O Sertanejo e A Pata da Gazela.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o romance. A obra é de José de Alencar. Este resumo não reproduz passagens do livro, nem em bloco nem entre aspas.