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O Sertanejo, de José de Alencar: o resumo do romance do vaqueiro Arnaldo e do cerco à fazenda Oiticica

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1.369 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 21 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de José de Alencar. A obra é dele e está em domínio público. Este resumo não reproduz passagens do livro e conta a violência sem detalhes.

O livro

O Sertanejo é um romance de José de Alencar passado no sertão de Quixeramobim, no Ceará, no fim de 1764 e começo de 1765.

A Wikisource o divide em duas partes, a primeira com 20 capítulos e a segunda com 21, mais uma breve conclusão.

A página da Wikisource diz que os dados de edição estão indisponíveis, por isso este resumo não afirma o ano de publicação.

A família da Oiticica

A fazenda Oiticica pertence ao capitão-mor Gonçalo Pires Campelo, homem corpulento, solene e orgulhoso, que manda em todo o sertão ao redor.

Casado com D. Genoveva, ele tem uma filha de dezenove anos, D. Flor, que é a menina de seus olhos.

Na casa vive também Alina, moça órfã que a família criou, e que o capitão-mor pensa em casar com Arnaldo.

O capelão é o padre Teles, e o braço direito do capitão-mor é o ajudante Agrela, que gosta de Alina.

O sobrinho do capitão-mor, Leandro Barbalho, mora em Ouricuri.

Arnaldo, o sertanejo

Arnaldo Louredo é filho do vaqueiro Louredo, que já morreu, e de Justa, ama de Flor.

Arnaldo e Flor cresceram juntos, como irmãos de leite.

Ele a ama em silêncio, sem esperança.

Vive mais no mato do que na casa e dorme numa rede amarrada no alto de um jacarandá.

O seu cavalo é o Corisco, e a sua amiga é uma cabra a que a mãe chama de comadre.

Também é amigo do velho Jó, um homem misterioso que vive numa cabana e que muita gente da fazenda toma por feiticeiro.

Arnaldo não aceita ordens, e é isso que o põe em conflito com o capitão-mor.

A volta do Recife

O livro abre no dia 10 de dezembro de 1764, quando o capitão-mor volta de uma viagem de meses ao Recife com a família.

No caminho, uma queimada ameaça a mata, e Flor se vê cercada pelo fogo.

Arnaldo a salva e a deixa desmaiada na casa, sem que ninguém saiba quem foi.

Os moradores atribuem o salvamento a Nossa Senhora da Penha.

O fogo tinha sido posto por Aleixo Vargas, apelidado Moirão, homem forte e simples, que se sentira humilhado pelo capitão-mor.

Aleixo fora empregado do coronel Fragoso, e o filho dele, Marcos Fragoso, o usara no Recife para mandar um recado de amor a Flor.

O capitão-mor castigou o homem diante de todos, e o homem se vingou com o fogo.

Arnaldo o enfrenta, o proíbe de chegar perto da Oiticica e esconde o velho Jó, que passa a ser acusado do incêndio.

A desobediência

O capitão-mor quer que Arnaldo entregue Jó.

Arnaldo recusa e desaparece diante de todos.

Flor o convence a voltar, mas ele não aceita se ajoelhar para pedir perdão, e foge de novo.

Dias depois, traz de volta uma novilha de Flor que tinha sumido, e o capitão-mor o perdoa.

Faz dele vaqueiro geral das fazendas e anuncia que ele vai casar com Alina.

Arnaldo, ferido, atira ao fogo o presente que Flor lhe trouxe do Recife.

O rival

Marcos Fragoso, moço rico e vaidoso, de uma fazenda nos Inhamuns, quer casar com Flor.

No Recife, numa cavalhada, um cavaleiro de rosto coberto tomou dele o prêmio e o ofereceu a Flor: era Arnaldo.

Fragoso aparece na Oiticica com amigos, entre eles o licenciado Ourém, e o capitão-mor pensa em aceitá-lo como genro.

Os dois convidam a família para uma montearia, a caçada ao gado bravo.

A montearia e o boi Dourado

A caçada tem como alvo o Dourado, um boi famoso que nenhum vaqueiro tinha pegado.

Fragoso promete fazer sandálias para Flor com o couro dele, e o capitão-mor faz troça.

Arnaldo corre atrás do boi e o pega, mas o solta, marcado com o ferro de Flor, uma flor com a letra F.

Na mesma caçada, salva Flor de um touro bravo.

Na volta, Fragoso pede Flor em casamento, e o capitão-mor recusa de forma ofensiva.

A emboscada e a falsa viúva

Fragoso tinha combinado o rapto de Flor caso ouvisse um não.

Arnaldo e Jó descobrem a emboscada.

Fazem os homens adormecer com uma bebida preparada e os amarram.

Flor passa por ali sem perceber a ameaça.

Em seguida chega à Oiticica uma mulher de luto, Águeda, que conta uma história triste e pede abrigo.

É uma cigana a serviço de Fragoso, que ganha a confiança de Flor e tenta atrair Arnaldo.

Arnaldo a repele com violência.

Ela ainda tenta raptar Flor num passeio, mas Arnaldo esconde Flor numa cova de armadilha e a leva de volta à casa.

O cerco

O capitão-mor decide então casar Flor depressa com o sobrinho Leandro.

Fragoso volta com cerca de quatrocentos homens e cerca a fazenda.

A Oiticica tem uns cinquenta defensores, porque o Agrela tinha saído com metade da gente.

O licenciado Ourém vai negociar e o capitão-mor diz não três vezes.

A carta de Fragoso, de 5 de janeiro de 1765, dá três dias para a resposta.

Arnaldo já tinha pedido a ajuda de Anhamum, chefe dos Jucás, que ele libertou do calabouço quando era menino.

Anhamum tinha lhe dado uma seta como sinal de aliança, e Arnaldo a enviou por Jó.

O casamento sob tiros

O capitão-mor responde à carta com um casamento em pleno terreiro, de manhã, à vista do campo inimigo.

Flor, de vestido de noiva, aceita por obediência ao pai e para defender a honra dele.

Leandro, um homem franco, aceita sem entusiasmo e diz que se casaria até com o diabo para defender o tio.

Arnaldo não quer ver o casamento, mas também não quer matar Leandro.

Combina com Jó uma seta que só faz dormir, a ser pedida a Anhamum.

A seta e a vitória

Fragoso entende que é um casamento e manda atirar, e o capitão-mor manda o padre continuar.

Quando o padre vai unir as mãos dos noivos, uma seta atinge Leandro, que cai como morto.

O corpo desaparece, levado por um índio, e a família passa a chorar o sobrinho.

Arnaldo solta o grito de guerra de Anhamum.

Os Jucás surgem, o Agrela ataca por trás, e as bandeiras de Fragoso fogem.

Arnaldo diz a Jó que a vida de Leandro não corre perigo, e Jó responde que ele matou foi a felicidade do rival.

O desfecho

O capitão-mor oferece a Arnaldo o que ele quiser.

Arnaldo pede a mão de Alina, mas para o Agrela, e para si pede só beijar a mão do capitão-mor.

Recebe o nome de Arnaldo Louredo Campelo.

Alina fica abalada, e Agrela promete só aceitar a mão dela se ela a der livremente.

Flor, de luto pelo primo, diz a Arnaldo que Deus não quer que ela se case, e ele agradece em silêncio.

Na conclusão, o autor diz que o passado de Jó só se revelou depois e promete contá-lo quando escrever o fim de Arnaldo.

Para ler com atenção

O livro mostra a vida de uma fazenda do sertão no tempo do capitão-mor, com vaqueiros, caçadas e uma casa feita para resistir a ataques.

Há pessoas escravizadas na fazenda, e os povos indígenas aparecem do ponto de vista do autor e de sua época.

Vale ler com esse olhar crítico.

A edição

Lemos as duas partes e a conclusão na Wikisource em português, e conferimos cada fato citado com a passagem do livro.

O enredo é do livro, e a interpretação e o contexto são da casa.

Leia o romance inteiro, na Wikisource em português. O acervo da Net Love tem este resumo, não o romance inteiro. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Iracema, O Guarani, Ubirajara e Inocência.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o romance. A obra é de José de Alencar. Este resumo não reproduz passagens do livro, nem em bloco nem entre aspas.