O Infante novo
- Tamanho
- 12 versos
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quiz que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou creou-te portuguez.
Do mar e nós em ti nos deu signal.
Cumpriu-se o Mar, e o Imperio se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
Para conferir
- Fernando Pessoa, Mensagem (Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1934), primeira edição, Segunda parte, Mar Portuguez; I, p. 51: o texto do poema na página impressa digitalizada (página 55 do arquivo), com a grafia da edição preservada.
Continue em Mestres da poesia
- A CarolinaMachado de Assis · 14 versos
- Alma feridaCruz e Sousa · 14 versos
- ConciliaçãoCruz e Sousa · 14 versos
Outras leituras com esta assinatura no acervo
- A Falência do Prazer e do Amor
- A lua (dizem os ingleses)
- A ultima nau
- Ah, Quanta melancolia!
- Análise
- Autopsicografia
- Basta Pensar em Sentir
- D. Affonso Henriques
- D. Diniz
- D. Sebastião, Rei de Portugal
- Deixa-me ouvir o que não ouço
- Ela canta, pobre ceifeira
- Isto
- Mar português
- O amor quando se revela
- O Mostrengo
- Padrão
- Tudo quanto penso



