D. Diniz novo
- Tamanho
- 10 versos
Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silencio murmuro comsigo:
É o rumor dos pinhaes que, como um trigo
De Imperio, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a falla dos pinhaes, marulho obscuro,
É o som presente d'esse mar futuro,
É a voz da terra anciando pelo mar.
Para conferir
- Fernando Pessoa, Mensagem (Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1934), primeira edição, Primeira parte, Brasão; II. Os Castellos; Sexto, p. 25: o texto do poema na página impressa digitalizada (página 29 do arquivo), com a grafia da edição preservada.
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