A lenda do Mapinguari
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Quem anda pela floresta amazônica conta que, às vezes, antes de ver qualquer coisa, a gente ouve: galhos quebrando, árvores caindo e um grito alto que não termina. É assim que muitos descrevem a chegada do Mapinguari.
Dizem que ele é um gigante de uns dois metros, coberto de pelos vermelhos, com um só olho grande no meio da testa e uma boca de dentes afiados na barriga. Os relatos vêm do Acre, do Amazonas e do Pará, e a criatura também é associada à floresta da Bolívia. Algumas pessoas acreditam que ele só foge quando vê um bicho-preguiça.
A lenda tem muitas versões, e cada lugar acrescenta um detalhe. Até o nome é incerto: pode vir do tupi, sem que se saiba ao certo o que significa.
No fim do século XIX, o paleontólogo argentino Florentino Ameghino sugeriu que algumas preguiças-gigantes, que viveram até cerca de 12 mil anos atrás, poderiam ter sobrevivido na Amazônia. Mais tarde, o ornitólogo David Oren investigou o assunto, mas os pelos que reuniu eram de cutia e as fezes, de tamanduá. Não há comprovação científica de que o Mapinguari exista, nem de que seja uma preguiça-gigante sobrevivente.
Veja também: Curupira, o dos pés virados; Caipora, o que protege a caça.
Para conferir
- Wikipédia em português, verbete Mapinguari: criatura da floresta amazônica do Brasil e da Bolívia, coberta de longo pelo vermelho, nome de origem tupi incerta, a hipótese de Ameghino sobre a preguiça-gigante, e a investigação de David Oren, cujas provas (pelos de cutia, fezes de tamanduá) não foram conclusivas.
- InfoEscola, Mapinguari: a descrição popular (cerca de 2 metros, pelos vermelhos, um olho grande no centro da cabeça, boca com dentes na barriga, barulho e árvores derrubadas), a crença de que foge ao ver o bicho-preguiça e os relatos no Acre, Amazonas e Pará. O texto não indica coletor ou obra de folclore. A versão desse texto sobre indígenas que se transformariam no monstro não foi usada.







