A lenda da Cobra Norato
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À beira de um rio da Amazônia, uma moça indígena engravidou da Boiúna, a Cobra Grande, nome que vem do tupi e quer dizer cobra preta. Nasceram dois gêmeos, um menino e uma menina, com aparência de cobra. Por conselho do pajé, a mãe soltou os dois no rio.
Eles cresceram de jeitos opostos. Honorato, também chamado de Norato, era bom e ajudava quem passava no rio. A irmã, Maria Caninana, era má e afundava barcos. Norato acaba matando a irmã, cansado das maldades dela.
Em uma versão, o encanto de Norato só se desfaria se alguém tivesse coragem: era preciso derramar leite na boca da cobra e ferir a cabeça dela com um ferro, até sangrar. A mãe tentou várias vezes, mas o medo a impedia. Um soldado de Cametá, no Pará, conhecido pela bravura, aceitou o desafio, e Norato surgiu como homem. O corpo da cobra foi queimado.
Muita gente mistura a Boiúna e Norato. Aqui, Norato é filho dela.
Cobra Norato também é o nome de um poema de Raul Bopp, publicado em 1931, obra literária inspirada no folclore da Amazônia. Esta página conta a lenda popular, não o poema.
Veja também: A lenda da Boiúna; A lenda do Cabeça de Cuia; Iara, a mãe-d'água.
Para conferir
- Wikipédia em português, verbete Boiúna (Cobra-grande): a Boiúna como mito amazônico, o nome do tupi mbóiuna, cobra preta, a história de Norato e Maria Caninana e a confusão frequente entre a Boiúna e Norato.
- InfoEscola, Cobra grande: os gêmeos filhos da Boiúna, o conselho do pajé, o rio Tocantins, o encanto desfeito com leite e um ferro, a mãe com medo e o soldado de Cametá. O texto não indica coletor ou obra de folclore.
- Wikipédia em português, verbete Cobra Norato: Cobra Norato, de Raul Bopp, é o primeiro livro de poesia do autor, de 1931, ligado ao movimento antropofágico. O poema é obra literária, citada só como referência: nada dele foi usado aqui.







