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A lenda da Comadre Fulozinha

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Quem atravessa a mata a cavalo, no Nordeste, às vezes sai de lá com um aviso: a crina e o rabo do animal estão cheios de nós. Foi a Comadre Fulozinha.

Conhecida sobretudo em Pernambuco e na Paraíba, ela é chamada também de Mãe da Mata e de Comadre Florzinha, e muita gente a confunde com a Caipora. Ela é descrita de várias formas: uma cabocla de longos cabelos negros, uma jovem de olhos brilhantes, uma menina de cabelos ruivos.

Ela protege as plantas e os animais da mata. Com os caçadores e com quem derruba árvores, é severa: usa o assobio para deixá-los atordoados e perdidos. Com quem a agrada, é generosa. Deixam-se presentes para ela, como fumo, e em alguns lugares mel, flores ou mingau. Ela também ajuda quem se perdeu a achar o caminho de volta.

Uma das origens contadas é a de uma menina que se perdeu na mata e morreu por lá, e cujo espírito ficou. A origem exata da lenda é desconhecida, e se pensa que venha dos tempos coloniais.

O historiador Vanderley de Brito, de Campina Grande, que escreveu um cordel sobre ela, a vê como defensora das matas, e não como assombração. Para a tradição popular, porém, ela também pode causar pavor.

Veja também: Caipora, o que protege a caça.

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