Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto: o resumo do velho funcionário que andava pela cidade inteira novo
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Resumo escrito para o acervo Net Love em 5 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Lima Barreto. A obra é dele e está em domínio público no Brasil; o autor morreu em 1922. O texto que lemos e citamos é a transcrição da Wikisource em português da edição de São Paulo de 1919, da Revista do Brasil, uma página para a Advertência, uma para a Explicação necessária e uma para cada um dos doze capítulos. A transcrição ainda não foi revisada, mistura a grafia de 1919 com a atual e tem erros de digitação, e nós não os corrigimos. O livro fala de racismo; o resumo nomeia essa violência e não reproduz as palavras racistas do tempo. O livro lembra pessoas que foram escravizadas; a escravidão foi crime e violência contra pessoas, amparada pelas leis da época. As figuras deste texto foram geradas por inteligência artificial em 2026.
A Advertência e a Explicação necessária
O livro abre com uma nota de Lima Barreto, datada de abril de 1918.
Nela, Lima Barreto diz que um antigo colega de escola, que hoje também é colega de ofício, Augusto Machado, pediu que ele publicasse esta pequena obra.
Ele publica, mas avisa que aquilo não é bem uma biografia: faltam datas, exatidão em alguns dados e explicação de algumas passagens da vida do biografado.
Aqui e alli, Machado trata mais delle do que do seu heroe.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, Advertência
Vem depois a explicação do próprio Machado, datada de 8 de outubro de 1906.
Ele conta que teve a ideia lendo as biografias do Dr. Pelino Guedes, um biógrafo de ministros.
São biographias de ministros, todas ellas, e eu entendi fazer as dos escribas ministeriaes.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, Explicação necessária
Com ironia, ele chama isso de lei da divisão do trabalho: se há um biógrafo para os ministros, tem de haver outro para os amanuenses.
O livro está na lista de obras indicadas para o Vestibular Unicamp 2027, e também na de 2028, divulgada pela Unicamp em março de 2025.
Os tiros do bispo e a Secretaria dos Cultos
Depois de uma rápida menção a um papel sobre balões que Gonzaga deixou, o capítulo 1 conta uma questão de governo.
O bispo de Tocantins, ao entrar no porto de Belém, recebeu da fortaleza dezessete tiros de salva e reclamou que tinha direito a dezoito.
O caso passa por vários ministérios, que consultam até os regulamentos da China e de Montenegro, e o Ministério da Guerra decide: dezessete tiros com canhão de quinze e um com canhão de sete e meio, o que dá, como diz o livro, "dezesete tiros e meio".
Quando surge a dúvida sobre as salvas do Cardeal, o diretor de Machado o manda à Secretaria dos Cultos.
É lá que ele conhece Gonzaga de Sá, na seção de "alfaias, paramentos e imagens", informando quantas setas deve ter a imagem de São Sebastião.
Gonzaga é um velho alto e seco, de pescoço comprido de ave, voz grave e mansa e olhar enérgico.
Perguntado se não quis casar, ele responde que quis duas vezes: uma com a filha de um visconde, num baile, e outra com a sua lavadeira.
Machado o descreve como cético, regalista e voltairiano.
A morte contada primeiro
Machado decide começar pelo fim.
Para se comprehender bem um homem não se procure saber como officialmente viveu. E' saber como elle morreu
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 1
Os dois tinham marcado um encontro no terraço do Passeio Público para ver um certo tom verde que o céu toma às vezes no fim da tarde.
Enquanto espera, Machado olha a baía de Guanabara, as serras e o mar, e pensa na própria vida e nos seus avós, que, como ele diz, vieram de Portugal e da África.
Gonzaga chega, a tarde não dá o espetáculo esperado, e ele convida o amigo para jantar em casa.
Vão a pé, pelo caminho mais longo, subindo para Santa Teresa, e no caminho conversam sobre o que está vivo e o que está morto numa casa.
No jardim da casa dele, Gonzaga olha o mar e se abaixa para colher uma flor.
contemplou o mar insondavel, abaixou-se para colher uma flor que me offerecera, mas cahiu, e morreu. Foi assim.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 1
O inventor e a aeronave
Entre os papéis que Gonzaga lhe deixou, Machado encontra uma folha com o título "O inventor e a Aeronave".
É a história de um inventor que passa vinte anos desenhando e calculando uma máquina de voar, acompanha a construção de cada peça e, na manhã da experiência, liga o motor e espera.
Esperou... A machina não subiu.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 1
Machado demora a entender aquela fantasia e só depois a liga à vida do amigo.
elle queria dizer que o Acaso, mais do que outro qualquer Deus, é capaz de perturbar imprevistamente os mais sabios planos que tenhamos traçado e zombar da nossa sciencia e da nossa vontade.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 1
O capítulo 8 vai mostrar que, menino, Gonzaga já tinha subido à janela do sótão e dito ao pai: "Quero voar, Papai".
Quem era Gonzaga de Sá
O capítulo 2 dá as primeiras informações.
Manuel Joaquim Gonzaga de Sá era bacharel em letras pelo antigo Imperial Colégio D. Pedro II, lia filosofia e acompanhava as revistas francesas.
Filho de um general titular do Império, podia ser muita coisa; não quis.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 2
Em vez de ser doutor, entrou como praticante numa repartição e foi ficando.
No dia da proclamação da República, quando lhe disseram que não se trabalhava porque Deodoro tinha proclamado a República, ele perguntou: "Mas qual?"
Machado lembra também um escriturário que sabia zende e hebraico, que ninguém soube aproveitar, e de quem, quando morreu, disseram só que tinha boa letra.
Gonzaga resistiu melhor ao ambiente da repartição.
Quando Machado lhe pergunta por que não publica as suas ideias, ele responde: "Deus me livre! E os jornais?"

Emblemas, selos e o canal da ilha
No capítulo 3, Gonzaga reclama dos emblemas públicos do país, que acha feios, e elogia o brasão da cidade do Rio de Janeiro e a esfera armilar do chafariz do mestre Valentim, no largo do Paço.
No dia seguinte, Machado o encontra no Correio olhando os selos novos, com os rostos de homens ilustres, e Gonzaga imagina neles "o Plutarco Brasileiro em franquias postais".
No capítulo 4, Gonzaga ri da mania de aristocracia dos brasileiros e lembra que descende dos Sás que fundaram a cidade, sem fazer disso nobreza.
Os dois tomam um trem da linha de Petrópolis e descem antes, em Bom Sucesso.
Gonzaga diz que fugiu da gente de Petrópolis e explica a sua cidade: "Eu sou Sá, sou o Rio de Janeiro".
A pé, chegam diante do canal que separa a ilha do Governador da terra firme, com as mangueiras do Galeão, onde funciona uma enfermaria de loucos, e as paredes de um sobrado num ilhote.
Gonzaga lembra que Estácio de Sá morreu de uma flechada recebida em combate naquela ilha.
O passeador
O capítulo 5 mostra o hábito que mais impressiona Machado: Gonzaga anda a pé pela cidade inteira, a qualquer hora, parando diante de sobrados, sacadas e telhados.
Gonzaga de Sá vivia da saudade da sua infância gárrula e da sua mocidade angustiada.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 5
Um dia ele falta à repartição para rever um casebre do Castelo que tinha visto na infância, e a casa já tinha ido abaixo.
Machado o chama de "historiador artista".
Quando Machado reclama que o Rio é espalhado e mal ligado, Gonzaga responde com uma longa explicação dos morros, das praias e dos bairros, começando por dizer que "toda a cidade deve ter sua fisionomia própria".

O Barão e as costureiras
No capítulo 6, sentados num banco do Campo de Santana, Gonzaga conta que um poeta foi perguntar ao Barão do Rio Branco, o ministro do Exterior, se devia escrever amor com maiúscula.
Gonzaga admira o título dado pelo Imperador, mas fala mal do ministro, que acha vaidoso e gastador, e lembra Joaquim Caetano, que estudou antes as questões de limites e foi esquecido.
Passa uma moça bonita com a mãe, e Gonzaga lamenta nunca ter tido intimidade com uma costureira, para entender os vestidos.
Machado faz uma teoria sobre as costureiras e as freguesas ricas, e Gonzaga resume a sua: tudo aquilo serve para arranjar casamento.
Quando Machado o acusa de perversidade, ele explica o que o comove.
Os indivíduos me enternecem; isto é, o ente isolado a sofrer; e é só!
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 6
Classes, povos e raças, para ele, são ideias abstratas, e ele dá o exemplo de uma senhora rica de Petrópolis que sofre com um joanete e de um operário que se orgulha do filho talentoso.
Os dois saem do parque já de noite, para comprar um livro de Poincaré na livraria Garnier.
A casa de Santa Teresa
O capítulo 7 volta ao começo da amizade, na Secretaria dos Cultos, onde o diretor, o Barão de Inhangá, passa o dia apontando lápis.
Na primeira informação que Gonzaga escreve para Machado, ele pergunta, sorrindo, "Porque não se houve a Secretaria da Propaganda, em Roma?", e depois redige o papel com toda a solenidade.
Com o tempo, Machado percebe uma tristeza escondida no amigo.
Então, desconfiei que uma grande mágoa lhe turvara a mocidade, e que essa mágoa, por não a ter nunca confessado, por não lh’o consentir a sua reserva, ficou-lhe imprecisa, vaga e fugidia.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 7
Uma vez, Machado surpreende Gonzaga desenhando um rosto humano e escondendo o papel, e outros rabiscos de uma fisionomia reaparecem ao longo do livro.
Numa quinta-feira, Machado vai jantar na velha casa de Santa Teresa.
Quem abre o portão é Inácio, um homem idoso que serve a família; Gonzaga conta que ele nasceu escravizado, poucos dias antes dele, que o pai de Gonzaga o libertou no batismo, e diz que o ama.
O gabinete tem estantes baixas, a Primavera de Botticelli, um retrato de Dante com o verso "Amor, che a nullo amato amar perdona", um mocho de bronze e uma cegonha.
Machado conhece a tia, D. Escolástica, e vê sobre a mesa uma folha com oito ou dez narizes desenhados.
Gonzaga mostra as revistas obscuras e os jornais de província que lê, como a Gazeta de Uberaba e a Pesquisa, de Cascadura, e diz que a grande imprensa decide quem existe: "É uma ditadura."
O jantar
No capítulo 8, antes de jantar, Machado olha os retratos da família, e Gonzaga mostra a avó, que viveu na França.
Gonzaga conta os sacrifícios que fez para ficar com a casa do pai, e diz que a palmeira do morro, de mais de vinte anos, é nova, porque não os viu nascer.
À mesa, ele lê em voz alta, comentando com ironia, a notícia da Gazeta de Uberaba sobre a chegada de reprodutores zebus, e a tia o repreende.
D. Escolástica conta que o sobrinho nunca teve horário nem método e que, menino, foi apanhado na janela do sótão dizendo que queria voar.
Gonzaga fala da família: o pai foi lente da Escola Central, um irmão, o Januário, morreu na guerra do Paraguai, uma irmã mora na Bahia, e a mãe morreu quando ele tinha oito anos; quem o criou foi Escolástica.
Ele se preocupa com o compadre Romualdo, muito doente, e com o filho dele, Aleixo Manuel, de oito anos, que acha uma criança extraordinária.
Depois do café, a tia e o sobrinho lembram os concertos do pianista Gottschalk e a noite em que a cantora Stoltz foi coroada no teatro Provisório.
Machado desce a ladeira pensando no que ouviu.
Tinha penetrado no passado, no passado vivo, na tradição.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 8
No bonde, ele conclui: "Não há civilização isenta de crimes e de erros".
A morte do compadre
O capítulo 9 abre no Café Papagaio, onde Machado se reúne com Amorim, Domingos e Rangel, numa roda formada sobretudo por amanuenses, que eles chamam de Esplendor dos Amanuenses.
Gonzaga entra de sobrecasaca, com os olhos vermelhos, e chama Machado à parte: "O compadre acaba de morrer..."
Ele precisa de Machado para carregar o caixão.
No trem para o subúrbio, Machado ouve dois passageiros discutirem a tese das raças: um deles diz que a ciência já mostrou uma capacidade mental limitada e, logo depois, perguntado por que os passarinhos não morrem nos fios elétricos, responde uma tolice.
A casa de Romualdo de Araújo é um chalé dividido em duas moradias.
Romualdo era servente na Secretaria dos Cultos, e a amizade entre os dois, de condição e educação tão diferentes, era forte e profunda.
No velório, Machado se sente atraído por uma moça, Alcmena, e conversa longamente com ela, esquecido do morto; depois, ao juntar na lembrança a moça e o cadáver, sente aquilo como uma profanação.
Gonzaga diz que o velório é bom lugar para ver "como os etnólogos são falsos e maus", e afirma que, no povo brasileiro, tão variado, nada separa profundamente as pessoas.
Machado olha o pequeno Aleixo, neto de uma mulher negra que chora a morte do genro, e imagina o preconceito que o menino vai encontrar na vida, nos cafés, nas ruas e nos teatros.
eu tive uma imensa tristeza que aquela inteligência não se pudesse expandir livremente, segundo o próprio caminho que ela própria traçasse...
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 9
De repente, o menino chora e corre para o padrinho, e Gonzaga o pega no colo: "Que é meu filho? Que é meu Aleixo?"
O enterro
No capítulo 10, num domingo de sol de março, o caixão vai de trem até a Central e de lá ao cemitério do Caju.
No caminho, Gonzaga diz que "toda a civilização resultou da morte".
No portão do cemitério, ele se pergunta de que valeu ao amigo viver.
Depois, no Passeio Público, Gonzaga fala com amargura da sorte dos pobres, da justiça que debocha de um casamento de gente humilde e da literatura do país, que não tem um Dostoiévski, uma George Eliot ou um Tolstói para os humilhados.
Exaltado, ele diz que, se tivesse o dom completo de escritor, pregaria ao povo um ideal de vigor, de violência e de força, mas logo recua: "a maior força do mundo é a doçura".
No jantar, Gonzaga se desculpa e conta a vida dura de Romualdo, que aos catorze anos foi metido numa escola que era quase uma prisão, passou por corpos militares e acabou servente, humilhado por todos.
Na despedida, Gonzaga anuncia: "Vou educar o Aleixo Manuel, o filho do Romualdo."
Eu tive um pensamento aziago e, de mim para mim, perguntei: viveria Gonzaga para tanto? Valeria a pena?
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 10
O feriado e o Lírico
O capítulo 11 começa num feriado nacional.
Machado vê a parada militar no Campo de Santana sem emoção e pensa que a sociedade repousa sobre a resignação dos humildes.
Depois encontra o Dr. Xisto Beldroegas, colega de Gonzaga, para quem tudo no mundo devia estar fixado em aviso, portaria ou decreto.
Beldroegas conta que Gonzaga teve um desmaio e que dizem que vai ser aposentado.
Machado vai à casa do amigo e o encontra irritado com os colegas e consigo mesmo: "Sou estéril e morro estéril..."
À noite, os dois vão ao teatro Lírico, onde Gonzaga aponta, um a um, os poderosos da plateia.
Vocês, os moços, fizeram mal em destronar os antigos. Apesar de tudo, nós nos entenderíamos afinal.
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 11
Machado sai do teatro triste, sentindo-se inferior àquela gente rica, e se pergunta por quê; conclui que eles tiveram coragem de passar por cima de tudo.
Os dois tomam cerveja, e Machado dorme na casa de Gonzaga.
Os últimos encontros
No capítulo 12, de manhã, Machado conversa com Aleixo Manuel, agora com nove anos, e se espanta com a clareza com que o menino explica por que Colombo descobriu a América e Cabral, o Brasil.
Gonzaga lê um exemplar do Figaro por dia, com quinze dias ou mais de atraso, e diz que o tempo é uma noção subjetiva.
Na despedida, pede: "Vem mais a miúdo, para conversar com Aleixo."
Desde a morte do compadre, o afilhado é a sua preocupação constante, e Machado nota que a presença do menino parece despertar no amigo lembranças dolorosas que ele nunca contou.
Gonzaga diz que "Esta vida é um conto do vigário..." e vai perdendo a saúde e o humor.
Não pôde levá-lo até o fim. Ao iniciar o pequeno o curso de preparatórios, logo por aí, foi quando ele colheu a flor, e caiu, e morreu...
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 12
A tia leva o menino até o fim, e Machado abençoa os dois, mesmo que o estudo possa ter dado a Aleixo uma consciência dolorosa do mundo.
A felicidade final dos homens e o seu mútuo entendimento têm exigido até aqui maiores sacrifícios...
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, capítulo 12

Uma nota sobre o racismo no livro
O racismo é violência, e o livro o mostra na conversa do trem, nas ideias de raça que Gonzaga chama de falsas e no futuro que Machado imagina para Aleixo.
O narrador e Gonzaga descrevem pessoas com palavras de cor do tempo, e não reproduzimos essas palavras aqui.
O livro não dá a Machado uma palavra de cor; ele diz que os avós vieram de Portugal e da África e, em outros momentos, alude à própria ascendência e ao preconceito, como quando se pergunta, no Lírico, se o seu sangue o faria inferior.
O livro também traz opiniões de Gonzaga e de Machado sobre as mulheres e sobre o Barão do Rio Branco; essas opiniões são das personagens, e o resumo as registra como delas.
A transcrição
A Wikisource em português transcreve a edição de São Paulo, de 1919, da Revista do Brasil, a partir da digitalização do livro.
A maior parte das páginas ainda não foi revisada, e não comparamos a transcrição com o impresso.
A Advertência, a Explicação necessária e o capítulo 1 estão na grafia de 1919 ("elle", "biographia"); do capítulo 2 em diante, quase tudo está em grafia atual, e a Wikisource registra essa adaptação como pendente.
A transcrição tem palavras coladas, como "ojornal" no fim do capítulo 7.
D. Escolástica é apresentada como tia de Gonzaga ("minha tia Escolástica", no capítulo 7), mas em passagens dos capítulos 8, 11 e 12 o texto a trata como irmã dele; não conferimos se é assim no impresso.
Lima Barreto tem outros dois livros na série, Triste Fim de Policarpo Quaresma e Recordações do Escrivão Isaías Caminha.
Leia o livro inteiro, na Wikisource em português, na transcrição da edição de 1919, da Revista do Brasil. É dessa mesma transcrição que saem os trechos citados aqui, com a grafia dela. Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá não está no acervo da Net Love. A obra está em domínio público no Brasil.
Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Triste Fim de Policarpo Quaresma, Recordações do Escrivão Isaías Caminha, O Ateneu, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Memorial de Aires.
Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o livro. A obra é de Lima Barreto. Os trechos citados vêm da transcrição da Wikisource em português da edição de 1919: os trechos em bloco saíram da Advertência, da Explicação necessária e dos capítulos 1, 2, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12, e as citações curtas entre aspas vêm também dos capítulos 3 e 4, todas conferidas no texto. As citações não trazem travessão de diálogo nem as palavras de cor do livro.
Na coleção Consciência Negra, leitura 8 de 10
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