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Tomás de Aquino (c. 1225–1274)

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420 palavras

Tomás de Aquino nasceu por volta de 1225, perto de Aquino, a meio caminho entre Roma e Nápoles, numa família rica, dona de um castelo importante em Roccasecca. Era o caçula de pelo menos nove filhos.

Estudante em Nápoles, aproximou-se dos dominicanos, ordem recém-fundada, dedicada à pregação e ao estudo, e ingressou nela aos dezenove anos. A família esperava vê-lo no mosteiro de Monte Cassino e o manteve em Roccasecca por cerca de um ano, até ceder. Estudou em Paris e, em 1248, foi para Colônia, sob a orientação de Alberto Magno.

Em 1256, tornou-se mestre de teologia na Universidade de Paris, onde ocupou a cátedra dominicana até 1259. Voltou à Itália e, nessa década, desenvolveu suas duas obras mais importantes, a Suma contra os Gentios e a Suma Teológica. Em 1268, foi chamado de volta a Paris para um segundo período como mestre e, em 1272, foi para Nápoles. Cerca de um ano e meio depois, parou de escrever, deixando inacabadas a Suma Teológica e a série de comentários a Aristóteles. Morreu em 7 de março de 1274, na abadia de Fossanova. Segundo a Wikipédia em inglês, estava a caminho do Segundo Concílio de Lyon, para o qual o papa Gregório X o convocara.

Segundo a SEP, era convicção de Alberto Magno, e depois do próprio Tomás, que a fé cristã só tem a ganhar ao dialogar com a filosofia e a ciência. Por isso Tomás escreveu comentários às principais obras de Aristóteles, que chegavam então em tradução latina. Ele considerava que a razão natural pode provar que Deus existe. Nas chamadas cinco vias, parte de fatos do mundo, como o movimento, para argumentar a favor de uma primeira causa.

Na ética, defendia que a felicidade é a meta da vida humana, que a lei moral se apoia numa lei natural e que as virtudes são essenciais para ser feliz. Defendia também a liberdade de escolha: segundo ele, a vontade deseja necessariamente a felicidade em geral, mas não cada ação concreta.

Foi canonizado em 1323, quase cinquenta anos depois de sua morte, e proclamado Doutor da Igreja em 1567.

Segundo a SEP, em cerca de vinte anos de escrita ele deixou mais de oito milhões de palavras, e quase tudo sobreviveu. A discussão sobre fé e razão, lei natural e liberdade da vontade tem nele uma referência importante. Da vida pessoal sabe-se pouco: ele quase não fala de si, e muitas das histórias coloridas sobre ele vêm do inquérito de canonização de 1319, cuja autenticidade não se pode verificar.

Para conferir

  • Stanford Encyclopedia of Philosophy: Nascimento por volta de 1225 perto de Aquino (castelo de Roccasecca), entrada na Ordem Dominicana aos 19 anos, Colônia em 1248 com Alberto Magno, mestre em Paris de 1256 a 1259 e de novo de 1268 a 1272, Nápoles em 1272, morte em 07/03/1274 em Fossanova, mais de oito milhões de palavras, cinco vias, felicidade, lei natural e livre escolha (SEP). Canonização em 1323, título de Doutor da Igreja em 1567 e convocação ao Segundo Concílio de Lyon: Wikipédia (en).