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Teseu e o Minotauro

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Teseu é o herói de Atenas, e esta é uma das histórias dele. Atenas devia a Minos, rei de Creta, um tributo de jovens para o Minotauro, o ser meio homem e meio touro preso no labirinto. Plutarco conta que o tributo era de sete rapazes e sete moças a cada nove anos. Apolodoro diz que Teseu estava entre os escolhidos da terceira remessa, ou que, segundo alguns, se ofereceu.

O navio levava vela negra. Egeu, pai de Teseu, mandou que, se o filho voltasse vivo, trocasse por velas brancas.

Em Creta, Ariadne, filha de Minos, se apaixonou por ele. Pediu a Dédalo o caminho para sair do labirinto e deu a Teseu um novelo: ele o amarrou na porta e foi desenrolando por dentro. Apolodoro diz que ele achou o Minotauro no fundo e o matou a socos. Depois seguiu o fio de volta.

No caminho para casa, o destino de Ariadne varia conforme a fonte. Em Apolodoro, o navio para em Naxos, onde Dionísio se apaixona por ela e a leva. Na Odisseia, ela é morta por Ártemis em Dia, por causa de um testemunho de Dionísio. Plutarco registra mais de uma versão: que ela se enforcou, que foi levada por marinheiros a Naxos, e até que houve duas Ariadnes, uma casada com Dionísio e outra abandonada por Teseu.

Teseu, de luto, esqueceu de trocar a vela. Egeu viu da acrópole o navio de vela negra, achou que o filho tinha morrido, precipitou-se e morreu.

Plutarco avisa ainda que nem todos aceitam o monstro. Ele cita Filocoro: para os cretenses, o labirinto era só uma prisão, e os jovens atenienses eram prêmio de jogos fúnebres, vencidos por um general de Minos chamado Tauro, duro com os prisioneiros. Nessa versão, Teseu o vence na luta, e Minos devolve os jovens.

Veja também: Dionísio, o deus que liberta; Ártemis, a irmã do arco.

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