O Ciúme
- Tamanho
- 14 versos
Entre as tartáreas forjas, sempre acesas,
Jaz aos pés do tremendo, estígio nume,
O carrancudo, o rábido Ciúme,
Ensanguentadas as corruptas presas.
Traçando o plano de cruéis empresas,
Fervendo em ondas de sulfúreo lume,
Vibra das fauces o letal cardume
De hórridos males, de hórridas tristezas.
Pelas terríveis Fúrias instigado,
Lá sai do Inferno, e para mim se avança
O negro monstro, de áspides toucado.
Olhos em brasa de revés me lança;
Oh dor! Oh raiva! Oh morte!... Ei-lo a meu lado
Ferrando as garras na vipérea trança.

Continue em Mestres da poesia
- A Jesus Christo Nosso SenhorGregório de Matos · 14 versos
- As PombasRaimundo Correia · 14 versos
- Assim seja!Cruz e Sousa · 14 versos
Outras leituras com esta assinatura no acervo
- A Camões, comparando com os dele os seus próprios infortúnios
- A lamentável catástrofe de D. Inês de Castro
- Desejo Amante
- Em louvor do grande Camões
- Invocação à Noite
- Já Bocage não sou!... À cova escura
- Já o Inverno, espremendo as cãs nevosas
- O poeta asseteado por amor
- O Suspiro
- Proposição das rimas do poeta
- Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
- Retrato próprio







