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Assim seja!

Cruz e Sousa

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14 versos

Fecha os olhos e morre calmamente! 

Morre sereno do Dever cumprido! 

Nem o mais leve, nem um só gemido 

Traia, sequer, o teu Sentir latente. 

Morre com a alma leal, clarividente, 

Da crença errando no Vergel florido 

E o Pensamento pelos céus, brandido 

Como um gládio soberbo e refulgente. 

Vai abrindo sacrário por sacrário 

Do teu sonho no Templo imaginário, 

Na hora glacial da negra Morte imensa... 

Morre com o teu Dever! Na alta confiança 

De quem triunfou e sabe que descansa 

Desdenhando de toda a Recompensa! 

O Leitor, Édouard Manet
O Leitor, Édouard ManetArte escolhida pelo tema poesia. CC0, sem direitos reservados. Ver no Wikimedia Commons