Farias Brito (1862-1917)
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Raimundo de Farias Brito nasceu em 24 de julho de 1862, em São Benedito, no Ceará, e morreu em 16 de janeiro de 1917, no Rio de Janeiro, aos 54 anos.
Fez os primeiros estudos em Sobral e, por causa da seca, mudou-se com a família para Fortaleza, onde terminou o curso secundário no Liceu do Ceará. Formou-se em direito no Recife, onde foi aluno de Tobias Barreto, e recebeu o título de bacharel em 1884. Atuou como promotor no Ceará, lecionou na Faculdade de Direito de Belém do Pará de 1902 a 1909 e, em 1909, mudou-se para o Rio de Janeiro.
No Rio, venceu o concurso para a cadeira de lógica do Colégio Pedro II. Segundo a Wikipédia em português, a lei da época deixava ao Presidente da República a escolha entre os dois primeiros colocados, e foi nomeado o segundo, Euclides da Cunha. Com a morte de Euclides, pouco depois, Farias Brito assumiu a cátedra e a manteve pelo resto da vida.
Costuma-se dividir sua obra filosófica em duas séries. Na primeira, chamada Finalidade do Mundo, estão A Filosofia como Atividade Permanente do Espírito Humano (1895), A Filosofia Moderna (1899) e Evolução e Relatividade (1905). Na segunda, Ensaios sobre a Filosofia do Espírito, vêm A Verdade como Regra das Ações (1905), A Base Física do Espírito (1912) e O Mundo Interior (1914).
Sua grande preocupação foi combater o materialismo e afirmar uma visão espiritualista, para a qual o espírito é a realidade verdadeira. O estudioso Carlos Lopes de Mattos distingue duas fases: uma de monismo panteísta, mais forte em Finalidade do Mundo, e outra de pluralismo teísta, que chega ao auge em O Mundo Interior, onde ele admite um Deus pessoal como causa primeira. Na ética, segundo o verbete, resume o dever em fazer o bem e evitar o mal e vê o ser humano, embora inclinado ao mal, como capaz de se regenerar pelo próprio esforço. Em A Filosofia Moderna, criticou a Revolução Francesa, o liberalismo e a democracia, e também o socialismo.
Segundo o verbete, ele nunca aderiu a uma escola, e há disputa sobre como classificá-lo. Para o padre Leonel Franca, sua filosofia era um panpsiquismo panteísta, rótulo que outros estudiosos consideram válido só para a primeira fase. Para Francisco Elías de Tejada, era um existencialismo racionalista. Para Vitorino Félix Sanson, ele professava o estoicismo.
A Wikipédia o descreve como um dos maiores nomes do pensamento filosófico brasileiro. É patrono da cadeira 31 da Academia Cearense de Letras, e em Fortaleza uma rede de ensino leva seu nome e ensina filosofia desde os primeiros anos do ensino fundamental, seguindo, diz o verbete, os ideais de seu patrono.
Para conferir
- Wikipédia em português e em inglês, verbetes sobre Farias Brito (citam Leonel Franca, Francisco Elías de Tejada, Carlos Lopes de Mattos e Vitorino Félix Sanson): Nascimento em 24/07/1862 em São Benedito (CE) e morte em 16/01/1917 no Rio de Janeiro; bacharel pela Faculdade de Direito do Recife em 1884, aluno de Tobias Barreto; Belém do Pará 1902-1909; cátedra de lógica no Colégio Pedro II a partir de 1909 (en e pt); obras e datas conforme a lista do verbete em português; duas fases e disputa de classificação segundo os autores citados no verbete.







