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O Tesouro, de Eça de Queirós: o resumo do conto dos irmãos de Medranhos e do cofre de três chaves

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665 palavras

Resumo escrito para o acervo Net Love em 22 de outubro de 2026. A apresentação, os comentários e a organização em blocos são nossos, de 2026, e não são de Eça de Queirós. A obra é dele e está em domínio público. Este resumo não reproduz passagens do conto.

O conto

O Tesouro é um conto curto de Eça de Queirós, publicado na coletânea Contos, de 1902, segundo a Wikipédia em português.

A Wikisource traz o texto numa página só e não informa a edição.

Tem o tom de uma fábula sombria, com humor cruel e fim seco.

Os irmãos de Medranhos

Rui, Guanes e Rostabal são três irmãos, nobres empobrecidos das Astúrias, com fome e roupas gastas.

Moram num solar em ruínas e passam o inverno dormindo na estrebaria, perto das éguas magras.

Rui é gordo, ruivo e o mais esperto. Rostabal é enorme e não sabe ler nem contar. Guanes é magro e tosse muito.

O cofre

Numa manhã de primavera, na mata de Roquelanes, os três encontram um velho cofre de ferro, fechado com três chaves em três fechaduras.

Está cheio de moedas de ouro.

Primeiro riem, depois se encaram com desconfiança, com a mão no cabo das facas.

Rui propõe que o ouro seja dividido em três partes iguais, pesado em balanças.

Guanes, o mais leve, irá à vila de Retortilho comprar alforjes, cevada, carne e vinho.

Antes de ele partir, cada irmão fecha a sua fechadura e guarda a sua chave.

A conversa de Rui

Na clareira, a sós com Rostabal, Rui começa a lamentar que Guanes tenha vindo com eles.

Se só os dois tivessem achado o cofre, o ouro seria dividido em dois.

Lembra que Guanes é sovina, que está doente e que vai gastar a parte dele com jogo e tavernas.

Convence Rostabal de que a morte do irmão seria justiça, e que ele, o mais forte, deve fazê-la.

As mortes

Os dois se escondem num silvado ao lado do caminho e esperam.

Quando Guanes volta cantando, Rostabal o fere com a espada até matá-lo, e Rui toma a chave do morto.

Rostabal se lava num tanque de pedra, e Rui o mata pelas costas e toma a terceira chave.

Agora as três chaves são dele, e ele já se vê senhor de Medranhos, com telhado novo e missas pelos irmãos.

O vinho

Rui abre a comida que Guanes trouxe e se serve de um capão assado e de uma garrafa de vinho.

Pouco depois sente o veneno agir e entende o que aconteceu.

Guanes, ao chegar à vila, comprou o veneno antes de comprar os alforjes, para ficar sozinho com o ouro.

Rui morre em agonia ao lado dos irmãos.

Os corvos pousam nos corpos, e o cofre continua na mata.

O que o conto mostra

Rui e Guanes planejam ficar com o ouro, Rostabal se deixa levar, e as traições acabam matando os três.

Rui, o mais prudente, só percebe o próprio erro quando já é tarde.

A graça do conto está no ritmo, no humor negro e na simetria das três traições.

O ouro, que ninguém chega a gastar, vira pano de fundo da maldade.

Cuidados de leitura

O conto tem assassinatos entre irmãos, envenenamento e sofrimento físico, em tom de fábula.

A edição

Lemos o conto inteiro na Wikisource em português, que não informa a edição.

O enredo é do texto, e a interpretação e o contexto são da casa.

Leia o conto inteiro, na Wikisource em português. O acervo da Net Love tem este resumo, não o conto inteiro. A obra está em domínio público no Brasil.

Este texto é da série Resumos de Livros. Outros da série são Singularidades de uma Rapariga Loura, O Mandarim, A Relíquia e A Cidade e as Serras.


Este resumo é uma leitura de 2026, escrita para o acervo Net Love, e não substitui o conto. A obra é de Eça de Queirós. Este resumo não reproduz passagens do texto, nem em bloco nem entre aspas.