Immanuel Kant (1724-1804)
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Um professor universitário da Prússia Oriental mudou o modo como o Ocidente pensa o conhecimento e a moral. Immanuel Kant nasceu em 22 de abril de 1724 em Königsberg, na Prússia Oriental (hoje Kaliningrado, na Rússia), e morreu em 12 de fevereiro de 1804, pouco antes de completar oitenta anos. Em 1770, aos quarenta e seis anos, depois de quinze anos como professor sem salário fixo, foi nomeado para a cadeira de lógica e metafísica da universidade de sua cidade.
Sua obra gira em torno de perguntas simples de enunciar. A primeira: o que posso conhecer? Na Crítica da razão pura, de 1781, ele argumenta que o conhecimento depende tanto do que a experiência traz quanto das formas, anteriores a ela, com que a mente organiza essa experiência. Por isso conhecemos as coisas como aparecem para nós, e não como seriam em si mesmas.
A segunda: o que devo fazer? Na Fundamentação da metafísica dos costumes, de 1785, e na Crítica da razão prática, de 1788, Kant propõe o imperativo categórico. Em linhas gerais, ele pede que cada pessoa só aja segundo uma regra (a máxima de sua ação) que possa querer ver valendo como lei para todos, e que trate a humanidade, em si e nos outros, sempre como fim e nunca apenas como meio. Essa segunda formulação costuma ser lida como um dever de respeito às pessoas.
Em 1784, no ensaio Resposta à pergunta: o que é o Esclarecimento?, apresentou esse movimento como a saída da pessoa de uma menoridade da qual ela própria é culpada, para a capacidade madura de pensar por si. Em 1795, em À paz perpétua, propôs que os Estados tivessem constituições republicanas e se unissem numa liga, como caminho para tornar a guerra menos provável.
Escreveu ainda a Crítica do juízo, de 1790, sobre o belo e a finalidade na natureza.
Suas perguntas seguem em uso. Debates sobre ética e tecnologia costumam retomar a segunda formulação do imperativo: estamos tratando pessoas só como instrumento? E o convite a pensar por conta própria, sem repetir o que dizem, vale para qualquer leitor.
Ele é difícil de ler, mesmo em boa tradução. Vale começar pelo ensaio de 1784 e só depois passar às Críticas.
Para conferir
- Stanford Encyclopedia of Philosophy: Nascimento em 22/04/1724 e morte em 12/02/1804 em Königsberg; cátedra em 1770 aos 46 anos; Crítica da razão pura (1781), Fundamentação (1785), Crítica da razão prática (1788), Crítica do juízo (1790), À paz perpétua (1795). Fórmula da humanidade em plato.stanford.edu/entries/kant-moral/; menoridade culposa, constituições republicanas e liga de Estados em plato.stanford.edu/entries/kant-social-political/.







