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Imortal Falerno


Quando as Esferas da Ilusão transponho 

Vejo sempre tu'alma - essa galera 

Feita das rosas brancas da Quimera, 

Sempre a vagar no estranho mar do Sonho. 

Nem aspecto nublado nem tristonho! 

Sempre uma doce e constelada Esfera, 

Sempre uma voz clamando: - espera, espera, 

Lá do fundo de um céu sempre risonho. 

Sempre uma voz dos Ermos, das Distâncias! 

Sempre as longínquas, mágicas fragrâncias 

De uma voz imortal, divina, pura... 

E tua boca, Sonhador eterno, 

Sempre sequiosa desse azul falerno 

Da Esperança do céu que te procura! 

Autor: Cruz e Souza

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