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Imortal Falerno

Cruz e Sousa

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14 versos

Quando as Esferas da Ilusão transponho 

Vejo sempre tu'alma - essa galera 

Feita das rosas brancas da Quimera, 

Sempre a vagar no estranho mar do Sonho. 

Nem aspecto nublado nem tristonho! 

Sempre uma doce e constelada Esfera, 

Sempre uma voz clamando: - espera, espera, 

Lá do fundo de um céu sempre risonho. 

Sempre uma voz dos Ermos, das Distâncias! 

Sempre as longínquas, mágicas fragrâncias 

De uma voz imortal, divina, pura... 

E tua boca, Sonhador eterno, 

Sempre sequiosa desse azul falerno 

Da Esperança do céu que te procura! 

Moça com Livro, Almeida Júnior
Moça com Livro, Almeida JúniorArte escolhida pelo tema poesia. Domínio público. Ver no Wikimedia Commons