A Noite
- Tamanho
- 14 versos
A nebulosidade ameaçadora
Tolda o éter, mancha a gleba, agride os rios
E urde amplas teias de carvões sombrios
No ar que álacre e radiante, há instantes, fora.
A água transubstancia-se. A onda estoura
Na negridão do oceano e entre os navios
Troa bárbara zoada de ais bravios,
Extraordinariamente atordoadora.
À custódia do anímico registro
A planetária escuridão se anexa...
Somente, iguais a espiões que acordam cedo,
Ficam brilhando com fulgor sinistro
Dentro da treva omnímoda e complexa
Os olhos fundos dos que estão com medo!

Continue em Mestres da poesia
- A harpaCruz e Sousa · 14 versos
- AnsiedadeCruz e Sousa · 14 versos
- Cárcere das almasCruz e Sousa · 14 versos
Outras leituras com esta assinatura no acervo
- A Aeronave
- A Dança da Psiquê
- A Floresta
- A Fome e o Amor
- A Idéia
- A Louca
- A Nau
- Budismo Moderno
- Psicologia de um Vencido
- Vandalismo
- Versos Íntimos
- Vozes da Morte







