Ansiedade
- Tamanho
- 14 versos
Esta ansiedade que nos enche o peito
Enche o céu, enche o mar, fecunda a terra.
Ela os germens puríssimos encerra
Do Sentimento límpido, perfeito.
Em jorros cristalinos o direito,
A paz vencendo as convulsões da guerra,
A liberdade que abre as asas e erra
Pelos caminhos do Infinito eleito.
Tudo na mesma ansiedade gira,
Rola no Espaço, dentre a luz suspira
E chora, chora, amargamente chora...
Tudo nos turbilhões da Imensidade
Se confunde na trágica ansiedade
Que almas, estrelas, amplidões devora.

Continue em Mestres da poesia
- A harpaCruz e Sousa · 14 versos
- A NoiteAugusto dos Anjos · 14 versos
- Cárcere das almasCruz e Sousa · 14 versos
Outras leituras com esta assinatura no acervo
- A Morte
- Benditas cadeias!
- Bondade
- Clamor supremo
- Condenação fatal
- Deus do Mal
- Espasmos
- Espírito Imortal
- Exortação
- Fogos-fátuos
- Glória
- Ser dos Seres







