A lenda de Jaci, a Lua
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Jaci é a palavra tupi para a Lua. Nas fontes indígenas que registram o nome, Jaci é um ser masculino, não a moça que aparece em tantos livros de hoje.
Em algumas versões guaranis, Jaci é o irmão gêmeo mais novo de Guaraci, o Sol. A ele se atribui o cuidado das plantas e dos frutos. Entre os Tupinambá, segundo o missionário francês Claude d'Abbeville, que escreveu em 1614, a Lua tinha influência sobre as marés.
A Lua mulher, a Jaci das histórias de amor, como a da lenda da vitória-régia, aparece na literatura de autores não indígenas, como Couto de Magalhães, em 1876. As duas imagens convivem. E cada povo conta a Lua do seu jeito, com nomes e histórias próprios: Tupinambá, Guarani, Juruna e Wauja, entre outros, e nem todos usam o nome Jaci.
Veja também: A lenda da vitória-régia.
Para conferir
- Wikipédia em português, verbete Jaci: Jaci (do tupi, Lua) é masculino nas fontes indígenas, irmão gêmeo mais novo de Guaraci em algumas versões guaranis, ligado às plantas e frutos, com influência sobre as marés entre os Tupinambá (Claude d'Abbeville, 1614), a imagem feminina difundida por não indígenas (Couto de Magalhães, 1876), e as variantes de Tupinambá, Guarani, Wauja e Juruna. O verbete cita, entre outras obras, o Dicionário do Folclore Brasileiro de Câmara Cascudo; esta página não reproduz trecho dele.







