A lenda da vitória-régia
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Conta uma lenda da Amazônia que, antes de existir a vitória-régia, havia uma moça chamada Naiá. Ela vivia numa aldeia à beira de um grande rio e gostava de ficar até tarde olhando o céu.
Os mais velhos diziam que Jaci, a lua, às vezes descia para escolher uma jovem e levá-la para o alto, onde ela viraria estrela. Naiá guardou essa história no coração e passou a esperar a sua vez. Toda noite, quando a aldeia dormia, ela andava pela mata na direção em que a lua parecia ir.
Numa noite sem vento, Naiá chegou a um lago de água parada. Lá no fundo, redonda e clara, estava Jaci. A moça achou que a lua tinha enfim descido para buscá-la, abriu os braços e entrou no lago para alcançá-la. A água era funda, e ela não voltou.
Pela manhã, só restava a calma da superfície. Dizem que a lua, tocada pelo que viu, quis dar à moça uma estrela diferente das do céu: uma estrela da água. E Naiá virou a planta que boia sobre o lago, de folhas enormes e redondas, com flores brancas que se abrem à noite, perfumadas, e que no dia seguinte já estão rosadas.
Há versões em que Naiá é filha de um grande chefe, e outras em que ela se apaixona pela própria lua. Neste reconto popular, a lua, Jaci, é mulher; em registros indígenas ela aparece como masculino, como conta a lenda de Jaci, a Lua. O que sempre fica é a moça que quis ser estrela e virou flor.
O nome vitória-régia vem de uma homenagem à rainha Vitória, feita por um botânico inglês no século XIX.
Veja também: A lenda de Jaci, a Lua.
Para conferir
- Wikipédia em português, verbete Victoria amazonica: a flor só se abre à noite, é branca no primeiro dia e cor-de-rosa no segundo, a folha é grande, redonda e fica sobre a água, e John Lindley deu o nome ao gênero em 1837 em homenagem à rainha Vitória.
- Wikipédia em português, verbete Vitória-régia: a origem dos nomes da planta, entre eles o que homenageia a rainha Vitória. O verbete remete a um artigo próprio sobre a lenda, que não foi usado aqui: a redação da lenda é da casa.







