Um dia,— era uma sexta feira,— não pude mais. Certa ideia, que negrejava em mim, abriu as azas e entrou a batel-as de um lado para outro, como fazem as idéias que querem sair. O ser sexta-feira creio que foi acaso, mas também pode ter sido propósito; fui educado no terror daquele dia; ouvi cantar baladas em casa, vindas da roça e da antiga metrópole, nas quais a sexta-feira era o dia de agouro. Entretanto, não havendo almanaks no cérebro, é provável que a ideia não batesse as azas senão pela necessidade que sentia de vir ao ar e á vida. A vida é tão bela que a mesma ideia da morte precisa de vir primeiro a ela, antes de se ver cumprida. Já me vás entendendo; lê agora outro capítulo.
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