Florbela Espanca no acervo
10 leituras. Crédito reproduzido do portal original, de 1998 a 2006, sem verificação independente de autoria.
Nota da casa
Florbela Espanca nasceu em 8 de dezembro de 1894 em Vila Viçosa, no Alentejo, e morreu em Matosinhos em 8 de dezembro de 1930, no dia em que fazia 36 anos. Matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, curso que interrompeu em 1920. Só dois livros de poemas seus saíram em vida, Livro de Mágoas (1919) e Livro de Sóror Saudade (1923). Entre suas obras estão também Charneca em Flor e o volume de contos As Máscaras do Destino, publicados em 1931, depois da sua morte.
Para conferir: Florbela Espanca, na Wikipedia em português (versão lida em 3 de outubro de 2026).
Lembra de um verso e não do título? Procure no índice de primeiros versos.
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Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente! Amar só por amar: Aqui...além... Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
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Eu ...
Eu sou a que no mundo anda perdida, Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte…
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Fanatismo
Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver ! Não és sequer razão do meu viver,…
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Horas Rubras
Horas profundas,lentas e caladas Feitas de beijos sensuais e ardentes, De noites de volúpia, noites quentes…
14 versos -
Lágrimas Ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras Em que ri e cantei, em que era qu'rida, Parece-me que foi noutras esferas,…
14 versos -
Mais Alto
Mais alto, sim! mais alto, mais além Do sonho, onde morar a dor da vida, Até sair de mim! Ser a Perdida,…
14 versos -
Mistério
Gosto de ti, ó chuva, nos beirados, Dizendo coisas que ninguém entende! Da tua cantilena se desprende…
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Que importa?
Eu era a desdenhosa, a indiferente. Nunca sentira em mim o coração Bater em violências de paixão,…
14 versos -
Realidade
Em ti o meu olhar fez-se alvorada E a minha voz fez-se gorjeio de ninho... E a minha rubra boca apaixonada…
14 versos -
Tédio
Passo pálida e triste. Ouço dizer "Que branca que ela é! Parece morta!" E eu que vou sonhando, vaga, absorta,…
14 versos