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São Miguel Arcanjo no Brasil: três lugares e suas histórias

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Três lugares do Brasil guardam, cada um à sua maneira, a memória de São Miguel. Um é uma capela no leste de São Paulo, outro é uma redução jesuítica no Rio Grande do Sul, e o terceiro é um município paulista que leva o nome do arcanjo.

O primeiro é São Miguel Paulista. A Capela de São Miguel Arcanjo, conhecida como Capela dos Índios, é o núcleo do distrito. A data de fundação do aldeamento é incerta entre os historiadores, e a data mais antiga proposta é 1560. A tradição situa a capela no século XVI, e ela foi reformada no século XVII. A aldeia chamou-se São Miguel de Ururaí, que junta o nome do arcanjo ao nome indígena do lugar. As paredes da capela são de taipa de pilão. Ela foi um dos primeiros bens tombados pelo Iphan, em 1938, e o próprio Iphan a restaurou em 1939 e 1940. Hoje, o distrito é sede da Diocese de São Miguel Paulista.

O segundo é São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, um dos Sete Povos das Missões. A primeira redução de São Miguel Arcanjo foi fundada em 1632 pelos padres Cristóvão de Mendoza e Pablo Benevidez e reinstalada em 1687. A igreja barroca foi construída entre 1735 e 1750.

A história dali mudou depois de 1750, quando o Tratado de Madri entregou os Sete Povos a Portugal e seguiu-se a Guerra Guaranítica. A igreja sofreu incêndios em 1756 e em 1789. Hoje o sítio é de ruínas. Foi tombado pelo Iphan em 1938, declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1983. Comunidades guaranis da região têm o local como sagrado. O Museu das Missões foi projetado por Lúcio Costa.

O terceiro é São Miguel Arcanjo, no interior de São Paulo. O povoado, antes chamado São Miguel do Turvo, teve a Capela de São Miguel Arcanjo construída em 1884, segundo a fonte consultada, e virou município em 1889. A festa do padroeiro é celebrada em setembro. A Basílica de São Miguel Arcanjo faz parte da Diocese de Itapetininga.

São três origens diferentes: um aldeamento do século XVI, uma redução do século XVII com igreja barroca do século XVIII e um povoado do século XIX. Há outras igrejas, festas e cidades de São Miguel pelo Brasil, e este verbete descreve apenas os casos em que a fonte consultada traz o histórico.

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