Revolta
- Tamanho
- 14 versos
Alma que sofres pavorosamente
A dor de seres privilegiada
Abandona o teu pranto, sê contente
Antes que o horror da solidão te invada.
Deixa que a vida te possua ardente
Ó alma supremamente desgraçada.
Abandona, águia, a inóspita morada
Vem rastejar no chão como a serpente.
De que te vale o espaço se te cansa?
Quanto mais sobes mais o espaço avança...
Desce ao chão, águia audaz, que a noite é fria.
Volta, ó alma, ao lugar de onde partiste
O mundo é bom, o espaço é muito triste...
Talvez tu possas ser feliz um dia.

Continue em Mestres da poesia
- A Grande SedeCruz e Sousa · 14 versos
- Círculo ViciosoMachado de Assis · 14 versos
- O poeta asseteado por amorBocage · 14 versos
Outras leituras com esta assinatura no acervo
- A Maior Solidão
- CarneMaterial poético
- Desalento
- Insensatez
- O mais-que-perfeito
- Pela luz dos olhos teus
- Soneto da Fidalidade
- Soneto da Separação - Antologia Poética
- Soneto de FidelidadeMaterial poético
- Soneto do Amor Total
- Soneto do Maior Amor
- Tarde







