Minha Terra!
- Tamanho
- 32 versos
Quanto é grato em terra estranha
Sob um céu menos querido,
Entre feições estrangeiras,
Ver um rosto conhecido;
Ouvir a pátria linguagem
Do berço balbuciada,
Recordar sabidos casos
Saudosos da terra amada!
E em tristes serões d’inverno,
Tendo a face contra o lar,
Lembrar o sol que já vimos,
E o nosso ameno luar!
Certo é grato; mais sentido
Se nos bate o coração,
Que para a pátria nos voa,
P’ra onde os nossos estão!
Depois de girar no mundo
Como barco em crespo mar,
Amiga praia nos chama
Lá no horizonte a brilhar.
E vendo os vales e os montes
E a pátria que Deus nos deu,
Possamos dizer contentes:
Tudo isto que vejo é meu!
Meu este sol que me aclara,
Minha esta brisa, estes céus:
Estas praias, bosques, fontes,
Eu os conheço são meus!
Mais os amo quando volte,
Pois do que por fora vi,
A mais querer minha terra,
E minha gente aprendi.

Continue em Mestres da poesia
- Meu Anjo, EscutaGonçalves Dias · 28 versos
- A Maior SolidãoVinícius de Moraes · 158 palavras
- A um AusenteCarlos Drummond de Andrade · 24 versos
Outras leituras com esta assinatura no acervo
- A concha e a virgem
- Canção do exílio
- Canção do Tamoio (Natalícia)
- Como ! És Tu?
- Não me Deixes!
- O Amor
- O canto do guerreiro
- O Que Mais Dói na Vida
- Se Muito Sofri Já, Não Me Perguntes
- Se te Amo, Não Sei!
- Sempre Ela
- Seus olhos







