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Frases de saudade da infância, da calçada de bola de gude ao desenho que passava antes do almoço

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A infância já foi a bola de gude na calçada, o desenho antes do almoço e o chiado do primeiro modem na casa de um amigo. Estas vinte frases são a saudade de adulto, mandada a quem cresceu junto.

Lembra da calçada com bolinha de gude e do joelho ralado? Eu lembro, e tenho saudade de rir daquilo com você.

O rádio de pilha do seu pai tocava enquanto a gente brincava na calçada; outro dia ouvi aquela música e quis lembrar com você.

Pelo telefone de disco, eu pedia à minha mãe mais meia hora na sua casa; sempre faltava tempo para a nossa brincadeira.

Na fila do orelhão, a gente jurava morar na mesma rua a vida toda; hoje só queria passar na sua calçada.

Alugamos a mesma fita VHS tantas vezes que o moço da locadora já separava para a gente; hoje sinto falta de escolher outra com você.

Hoje ouvi a abertura daquele desenho e quase te liguei para ver se você ainda sabia cantar tudo.

Vi uma pipa presa no fio e pensei em te mandar a foto; lembrei de você na laje, tentando salvar a nossa com um cabo de vassoura.

Quando o modem chiou na sua casa, a gente chamou aquilo de nave espacial; ainda lembro da sua imitação daquele barulho.

Na lan house, dividíamos a hora e os trocados da mesada; até hoje, quando vejo aquele jogo, ouço você dizendo que era a sua vez.

Lembro do seu apelido no ICQ e sinto falta de quando a próxima conversa era no recreio.

Se aquela foto do fotolog aparecer de novo, vou reclamar da minha boca cheia de bolo e sentir falta de você naquela festa.

Achei um print da comunidade do nosso bairro no Orkut e lembrei de você me convencendo a passar pelo cachorro da esquina; hoje eu queria dar aquela volta com você.

O primeiro torpedo foi para você, só um "tá aí?", dez minutos depois de nos despedirmos no portão; sua resposta veio com cinco pontos de exclamação.

Trocamos músicas por bluetooth no recreio e achei que era mágica; ainda guardo uma delas e penso em você quando toca.

Na foto da festa junina no Facebook, seu chapéu está torto de tanto a gente correr; deu vontade de conversar com você sobre aquele dia.

No grupo da turma do prédio, li seu nome e lembrei de gritar por você lá de baixo todo sábado.

Mandei uma figurinha de pião e você lembrou do meu, que nunca girava; deu saudade de você tentando me ensinar.

Seu áudio contando da carrocinha de picolé me fez rir no meio do mercado e sentir falta do nosso quintal.

Na chamada de vídeo, mostrei a caixa de lápis que a gente dividia; você reclamou que eu escondia o azul, e quase me vi naquele tapete com você.

Quase mandei no WhatsApp um vem brincar, como se você ainda morasse na porta ao lado.